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julho 26, 2005
O Recontro de Valdevez

“... Afonso Henriques mostrou em breve que não desistia de se apoderar de outros territórios na fronteira galega. Tornou a invadir Toronho nos primeiros meses de 1141 e, por isso, a provocar nova reacção de Afonso VII. Na Primavera de 1141, estava talvez em Zamora, quando foi surpreendido pelo ataque de seu primo na zona galega; dirigiu-se então para essas bandas, a esclarecer a situação. Os dois exércitos encontram-se perto de Valdevez.
Ao contrário do que seria de esperar, os Anais de D. Afonso, rei de Portugal referem-se ao acontecimento como um «bafordo», espécie de torneio, sem o carácter de batalha, que certamente se daria se houvesse um antagonismo radical e interesse inconciliáveis de parte a parte. Por sua vez, a Crónica de Afonso Imperador descreve o conflito como preliminar de um combate que não se chegou a realizar. Vários cavaleiros de Afonso VII teriam sido capturados pelos inimigos; depois disso, os próprios portugueses teriam convencido o seu chefe a fazer as pazes e a obter a benevolência do rei para se poderem voltar contra os Mulçumanos, que oprimiam violentamente o Sul do território.
Compreende-se a divergência dos dois narradores. O primeiro considera o «bafordo» como um verdadeiro torneio, ou seja, uma prova destinada a demonstrar o juízo de Deus. Dela resultaria a manifestação da predilecção divina para com o infante, como os Anais dizem claramente:
«Vendo, pois, o imperador que tudo o que o rei de Portugal empreendia se tornava próspero, e que a boa fortuna o orientava, e que Deus o ajudava, e a ele, pelo contrário, tudo era adverso, e que se quisesse competir com ele lhe aconteceriam ainda maiores malefícios, mandou chamar o arcebispo de Braga, D. João, e outros homens bons, e pediram-lhe para ir ter com o rei de Portugal, para lhe proporem a paz.»
Para o redactor da crónica imperial, pelo contrário, se o combate não se deu, foi apenas porque Afonso VII acedeu, na sua clemência, ao pedido de paz dos Portugueses.
Parece deduzir-se destes relatos que não havia, afinal, qualquer incompatibilidade radical entre os dois adversários. A batalha evitou-se graças à astúcia e à prudência dos Portugueses e à não agressividade de Afonso VII, disposto agora, como antes, a fazer concessões, contanto que seu primo reconhecesse a sua autoridade imperial. Foram, portanto, restituí\dos os castelos que tinham tomado um ao outro, e o rei de Leão procurou remover a origem da discórdia, banindo os dois condes que, ao fim e ao cabo, tinham suscitado a questão, Rodrigo Peres Veloso, conde de Límia, e Gomes Nunes, conde de Toronho. Ao primeiro acabou por perdoar. O segundo, humilhado, ter-se-ia exilado para lá dos Pirineus e feito monge cluniacense. Parece, portanto, que o pomo da discórdia não estava tanto na reivindicação da independência por parte de Afonso Henriques, mas antes na sua pretensão de dominar territórios que pertenciam tradicionalmente à Galiza e que Afonso VII não estava disposto a perder.”
“Dois séculos de vicissitudes políticas”, in História de Portugal, dir. de José Mattoso, vol. II, Lisboa, Circulo de Leitores, 1993, pp. 61-62.
Na primavera de 1141, os exércitos de Afonso Henriques e Afonso VII de Castela e Leão, seu primo, encontram-se algures no Vale do Vez, protagonizando um dos momentos mais marcantes da História nacional: O Recontro de Valdevez.
Inicialmente tido como uma batalha quase certa, fruto de uma incursão intrusiva do jovem rei português em território galego, o momento acabou por ser reduzido a um “bafordo”, uma espécie de torneio medieval representativo da destreza dos cavaleiros envolvidos, cujo resultado da contenda era normalmente aceite por ambas as partes, evitando um desnecessário derramamento de sangue. Assim aconteceu em Valdevez: os dois primos acordam uma convivência pacífica, numa lição inteligente de diplomacia e bom senso, bases fundamentais para o início da consolidação do futuro reino de Portugal e, sobretudo, de união face ao rápido avanço árabe no Sul.
Nove séculos depois, e após uma primeira experiência realizada em 2003, o Município de Arcos de Valdevez pretendeu, mais uma vez, reflectir sobre as incógnitas e questões que rodeiam este intrigante momento histórico, criando cenários alternativos de interpretação, potenciando a vertente cénica e audiovisual, mas sem descorar os objectivos pedagógicos e a base histórica.
Paralelamente decorre o 2º Mercado Medieval de Valdevez, animado com espaços de vivência do quotidiano medievo.
PROGRAMA
DIA 6 DE AGOSTO (SÁBADO)
- 15h00: Abertura do 2º Mercado Medieval de Valdevez
Diversos espaços, estruturas e figurantes recriam uma cuidada ambientação medieval.
Campo do Trasladário
- 22h00: Reconstituição Histórica do Recontro de Valdevez
Nove séculos depois, a evocação de um dos acontecimentos mais emblemáticos e fascinantes da Histórica portuguesa. A produção inclui dezenas de figurantes, 20 cavalos, armamento e vestes de época, bem como um forte suporte sonoro e visual. Um momento criativo pleno de magia e mistério….
Ínsua do Vez
- 24h00: Encerramento do 2º Mercado Medieval de Valdevez
DIA 7 DE AGOSTO (DOMINGO)
- 15h00: Abertura do 2º Mercado Medieval de Valdevez
- 19h00: Encerramento do 2º Mercado Medieval de Valdevez
Publicado por Vivarte às 03:37 PM
julho 25, 2005
Ou seria em “CAMIÑA“ ?
Paíoca, conta no tounaldeia que ia visitar a "Feira Medieval de Caminha"...
Domingo, Julho 24, 2005
Hoje de Tarde, em Caminha
ou seria em “CAMIÑA“ ????
É que a ideia foi a de visitar uma Feira Medieval em Caminha, mas quando lá dentro, todas as barracas de Chocolate Artesano e de Artesenato Hecho a Mano, eram todas Espanholas!!!!
Eu sei que o Minho já foi Español, mas não é há muitos séculos! Como é que a Camara Municipal, organiza um Feira com exibições e artesãos e comidas, e sei lá mais o quê, (que saí logo que pude), de origem Espanhola????
Se ainda publicitassem: “Feira Medieval Espanhola“...... ainda vá que não vá mas aquele espectáculo......
Publicado por Vivarte às 12:00 AM
julho 19, 2005
Óbidos mergulhada no tempo medieval
Data: 19 de Julho de 2005
Fonte: Jornal Notícias
Autor: Alexandra Serôdio
RECRIAÇÃO HISTÓRICA
Óbidos mergulhada no tempo medieval
Alexandra Serôdio
Caminhando pelas ruas estreitas e empedradas, sentindo o cheiro de especiarias, não é difícil perceber a história de reis e rainhas que se esconde nas altas muralhas do Castelo de Óbidos. E nem é preciso fechar os olhos para imaginar épocas longínquas, em que o hábito fazia o monge - e a roupa ditava a separação de classes.
Até ao próximo domingo, o imaginário ganha forma na vila. O Mercado Medieval, já na sua quarta edição, anima a cerca do Castelo, onde tudo foi preparado ao pormenor. As bandeiras estão lá, as tochas, as tendas dos guerreiros, as barraquinhas de comida, a arena da luta feita com espadas - e até a forca. Os vendedores, tocadores, taberneiros e populares vestem-se a rigor e recriam imagens de um quotidiano vivido em pleno século XII.
Por ali compram-se peças em barro, madeira ou ferro. O mesmo material utilizado para as taças de vinho e de comida. E que até domingo está proibido o plástico, a porcelana ou outro tipo de material. Os alimentos são assados em carvão e há carne e pão.
Em Óbidos, o mergulho na história fazse diariamente. Um tema para cada dia com animação diferente. Desde o primeiro (na última quinta-feira) até ao último dia de festa haverá um fio condutor temático, como se de uma história se tratasse.
Depois da chegada dos artífices e das bruxas, o fim-de-semana viu o " assalto ao castelo ", recriação histórica que leva a Óbidos milhares de pessoas. "É das noites mais procuradas. O ano passado venderam-se seis mil bilhetes só nessa noite", revela João Cardoso. Segundo este produtor da Viv'Arte, associação cultural que há quatros anos realiza o Mercado, "a ideia é usar factos históricos e lendas locais" para as recriações, salientando que "Óbidos é a única localidade do país onde uma iniciativa assim dura 11 dias".
"O mercado medieval foi a nossa primeira grande produção. Por isso temos uma relação muitos especial com Óbidos", frisa João Cardoso, revelando que o grupo "faz" ainda recriações de invasões francesas e da Idade do Ferro, apesar da sua especialidade serem as feiras medievais.
Com um orçamento que ronda os 12O mil euros, a iniciativa "tem tido um crescimento formidável", assegura o presidente da Câmara, Telmo Faria.
Um espaço dedicado à bruxaria e outro às plantas aromáticas são as novidades deste ano do mercado medieval, que conta com a participação activa dos habitantes, que se vestem a rigor, o mesmo acontecendo com todo o executivo camarário, que traja, igualmente, a preceito.
Publicado por Vivarte às 12:00 AM
julho 09, 2005
Pinheiro da Bemposta

Uma feira Quinhentista organizada pelo Agrupamento de Escolas de Pinheiro da Bemposta (Oliveira de Azeméis).
Publicado por Vivarte às 12:00 AM
julho 08, 2005
Photógrafos / V Feira Medieval de Lamego
Excelentes os retratos que Artur Marques Silva fez este ano em Lamego e nos oferece: Maria Feliz (1), Maria Feliz (2), Ribeiro, Aux Couleurs du Moyen Âge, e Pilar.
Publicado por Vivarte às 05:10 PM
julho 02, 2005
Foral traz festa a Porto de Mós
É o título de um artigo da RegiãoLeiria.pt.
São seis meses de festa em torno do foral. Foi há 700 anos. D. Dinis, Rei de Portugal, concedeu o Foral a Porto de Mós. Corria o ano de 1343, da era de César, a que vigorava no tempo de D. Dinis. Corresponde-lhe o ano 1305 da nossa era, a era cristã. Foi a 24 de Julho que Porto de Mós ganhou o foral. Sete séculos depois, o dia será de festa, antecedido de meses fartos em iniciativas culturais.
Publicado por Vivarte às 07:26 PM
Trancoso 2005, Festa da História - Photos
Fotografias da Festa da História 2005: José Clemente, Francisco Pintassilgo e Pedro Pintassilgo fotografaram, Nuno Santos produziu e estão nesta página dedicada à bela ciade medieval.
Publicado por Vivarte às 06:42 PM
julho 01, 2005
Os comentários
Necessitam de registo de quem os faz. Não temos tempo para chatices. É verão. Estamos na rua.
Publicado por Vivarte às 08:27 PM