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fevereiro 28, 2006

VivArte promove “Ceias Medievais” à quarta-feira

As Beiras: 

26-02-2006
Ana Luísa Barroso

Casino da Urca - Viv’Arte promove “Ceias Medievais” à quarta-feira


Um repasto com teatro e animação é o que promete a companhia Viv’Arte, de Oliveira do Bairro, que pretende que a iniciativa levada a Coimbra seja regular.
O convite é sugestivo: “A companhia de teatro Viv’Arte, habituada a fazê–lo em palácios, tavernas de cinco estrelas e outras privacidades, vem, pela primeira vez com regularidade, servir–vos todas as quartas–feiras, até que a fome se vos mitigue, ou a nossa fraqueza miseranda e a natural ausência de pastantes nos deixe a mendigar.
O objectivo é singular: proporcionar uma ceia com teatro e animação, recriando, da forma mais fiel possível, os repastos medievais, onde, às mesas, não se viam batatas nem arroz, mas havia muita carne e pão.
“A ideia é, através de um espectáculo de teatro e da recriação de uma hospedaria da época, oferecer uma refeição aproximada às que seriam servidas durante os jantares medievais”, explicou, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, João José Cardoso, um dos elementos da Viv’Arte, que promove já na próxima quarta–feira, no restaurante Casino da Urca, em Santa Clara, a primeira de uma série - que a companhia espera ser grande - de ceias medievais.
Com música típica e personagens características que vão aparecendo ao longo da noite, aquela companhia de teatro, sediada em Oliveira do Bairro, pretende levar a Coimbra uma iniciativa que vem praticando em eventos particulares.
À ceia, para a qual é preciso fazer inscrição prévia e cujo preço deve rondar os 25 euros, juntar–se–ão outros elementos típicos da época, como a codorniz ou o porco preto, que ali já vão chegar grelhados e acompanhados por pão.
“É a primeira vez que estamos a tentar realizar isto num restaurante e fazê–lo com regularidade”, afirmou aquele responsável da Viv’Arte, que realizou, na sexta–feira à noite, a ante–estreia da Ceia Medieval. Os interessados em participar no jantar - cuja lotação é de 50 pessoas - devem inscrever–se com antecedência pelo telefone 239 813059.

Publicado por Vivarte às 02:41 PM

Photógrafos: Bica

Valeriano Bica Machado de seu nome, amigo e companheiro vai para anos com as suas Cousas em Couro, mantém uma página com as Feiras Medievais vistas pela objectiva de um artesão.

Publicado por Vivarte às 02:27 PM

fevereiro 27, 2006

Cear com sabores e ambientes medievais

Américo Sarmento, Jornal de Notícias, 27 Fev. 2006:


D. Ramiro, do alto do seu nobre poder e saber, vai dando ordens e conselhos à sua corte, mas também aos convivas desta original ceia 

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Todo o país está rendido ao charme dos tempos medievais. De Norte a Sul multiplicam-se as reconstituições históricas, as feiras e ceias medievais. Os tempos da Idade Média renascem em castelos, praças, palácios e casas senhoriais, com cavaleiros, donzelas, nobres e plebeus a darem corpo a estas viagens no tempo. Alguns grupos de teatro dedicam-se quase em exclusividade a este tipo de reconstituição histórica. Está neste caso o grupo de teatro da Associação Vivarte, de Oliveira do Bairro, um dos mais activos em Portugal neste tipo de recriações históricas.

De feira em feira, de castelo em castelo, os "medievais" da Vivarte decidiram agora avançar com um novo projecto, levando todas as quartas-feiras os sabores e ambientes medievais até ao Restaurante Casino da Urca, em Coimbra, situado mesmo ao lado do emblemático templo medieval de Santa Clara- a-Velha. Durante o mês de Março, os convivas podem desfrutar de uma refeição, à moda de outrora, enquanto partilham as aventuras de D. Ramiro e sua trupe, povoada de nobres cavaleiros, sedentos de sangue e vinho, de donzelas, de mouros cativos, de saltimbancos e outros pedintes.

Tudo em ambiente medieval, mas recheado de humor, quase fazendo lembrar as impagáveis aventuras da série televisiva britânica "Black Adder" (Víbora Negra), protagonizada por Rowan Atkinson (Mr. Bean). E o nobre D. Ramiro, com ares de senhor e mandador do reino, vai dando ordens e tecendo comentários aos seus súbditos, sem poupar os convivas. Estabelecer regras de comportamento à mesa medieval, como como cuspir ou arrotar, fazem parte dos seus atributos, enquanto cavaleiros de armadura e espadas disputam ruidosos combates, ou saltimbancos tentam animar a "corte".

"Cheirais mal? Vai às de Vila Diogo", aconselha D. Ramiro, o tal que matou 1.700 infiéis "só com uma faca de cortar fruta", enquanto o povo se delicia com as carnes assadas na brasa, bem regadas com vinho - afinal, como nos dizia um comparsa da nossa mesa, "um dos principais alimentos da Idade Média". O todo envolto em melodias medievais, com especial realce para a gaita de foles do escocês Malcom MacMilliam, há quatro anos radicado em Portugal e figura de proa do grupo musical que anima estas reconstituições. As rábulas sucedem-se em ritmo endiabrado, com uma particularmente feliz, com um ébrio Cardeal a celebrar um casamento entre um aprendiz e uma desleixada meretriz. Para ver, rir, comer e beber, todas as quartas-feiras, em Coimbra.

Publicado por Vivarte às 02:10 AM

fevereiro 25, 2006

Às Quartas? Ceias Medievais no Casino da Urca

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Foi ontem apresentado, em ante-estreia um projecto de teatro com mesa que concebemos juntamente com os proprietários do Casino da Urca, restaurante de Coimbra entre o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha e o Portugal dos Pequenitos. Ali, num edifício com estruturas medievais ainda bem visíveis, será possível regressar no tempo, todas as quartas-feiras (para já de Março), ao ambiente de uma estalagem medieval, onde personagens diversos e situações entre o burlesco e o caricato se sucedem, numa diversão assegurada pelas gargalhadas do público que já ontem escutámos. Cerca de 50 pessoas (a capacidade da sala), degustaram a dieta medieval e participaram na nossa actuação, que decorreu entre as 20h e as 23h 30.No fundo resolvemos trazer para o público em geral um espectáculo que temos em cartaz vai para seis anos, com 96 actuações contadas só no ano passado, mas que normalmente ocorre para grupos fechados, em locais com o Convento de Alpendurada, o Hotel Real de Óbidos ou algumas das Pousadas de Portugal. Uma democratização, portanto, com um preço que tentaremos, nós e o restaurante, manter em 20 Euros por pessoa. Acessível através de marcação pelo telefone 239 813 059.

Publicado por Vivarte às 11:28 AM

fevereiro 11, 2006

XV Feira do Queijo da Serra da Estrela de Oliveira do Hospital

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Será a 11 de Março. Pelo terceiro ano vamos provar o Queijo da Serra do lado da Beira-Serra.

Publicado por Vivarte às 12:00 AM

fevereiro 01, 2006

Idanha-a-Nova, 800 anos

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A encerrar as comemoração dos 800 anos da doação da carta de foral a Idanha-a-Nova, um ano de actividades que deixa um bom conjunto de publicações colocando Idanha-a-Nova no mapa da historiografia em várias especialidades, estivemos três dias na Beira-Baixa.
Um desfile histórico, onde os adufes e suas cantadeiras se destacaram, uma feira e a ressurreição dos traços de um castelo através de um acampamento militar, e um final, a última noite, os Galadum Galundaina em concerto, a adaptação de duas lendas locais a um espectáculo final que fizemos com os Kopinxas e o Animamundi.
Do desafio, para quê contratar uma vigésima cópia da La Fura dels Baus fora se havia cá dentro, divertimo-nos a fazê-lo a partir de duas lendas locais, versões de “O mouro que manda trabalhar ao domingo” e de “A imagem da Senhora que muda de lugar até que lhe construam uma capela onde apareceu”. Sobre este espectáculo pode ler-se no Raiano, mensário do concelho de Idanha:
o encerramento das comemorações com chave de oiro, graças às credenciadas Companhia de Teatro Vivarte, Kopinchas e Animamundi que apresentaram um espectáculo de sonho: Teatro. Artes de Circo e Pirotecnia, baseados nas Lendas Do Monte Trigo e da Senhora do Almortão. Foi o delírio total, beneficiado com a emblemática torre sineira a servir de fundo, pelo grandioso e artístico cenário que emoldurava o adro (...), pela categoria do guarda-roupa, pela excelente interpretação dos actores, pela magia e mistério com que foi concebido todo o Teatro e, por fim, pelo espectáculo piro-musical”

Com a população, que ali esteve nesta noite como nos outros dias, vivemos três dias ao frio com um calor intenso, e a satisfação de termos produzido o final que mereciam, a apoteose de uma comemoração com a nossa cópia que não é cópia, até porque começa no imaginário local.
Assim, os três grupos, o esperamos fazer ao longo do ano.

Publicado por Vivarte às 10:25 PM