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julho 27, 2006

Mercado Medieval de Óbidos na Imprensa

Jornal Oeste Online 

 

Mercado Medieval
Mais de 70 mil pessoas em Óbidos

Mais de 70 mil pessoas passaram pelo Mercado Medieval de Óbidos, que decorreu entre 13 e 23 de Julho. Ao todo, foram 10 dias onde os visitantes puderam dar um “mergulho na história” e reviver histórias, sabores e saberes de outros tempos.

De acordo com a Óbidos Patrimonium, entidade organizadora, “o balanço é claramente positivo”. O número ultrapassa a expectativa da organização, “considerando os bilhetes vendidos, convites distribuídos à população, pessoas trajadas à época e os menores de 12 anos que não pagavam entrada”, concretiza.

A organização destaca “o grande número de pessoas vestidas à época” realçando a forma como participaram na festa, “interagindo com a animação, tasquinhas e visitantes, demonstrando, desse modo, o gosto do público por este tipo de evento”.

Muita gente de diversas regiões do País deslocou-se de propósito só para vir ao Mercado Medieval. “As pessoas marcaram presença essencialmente no período nocturno, devido ao calor intenso que se fez sentir durante o dia, o que obrigou uma maior concentração de pessoas à noite”, aponta a organização.

Cerca de 300 figurantes e grupos de animação recriaram o cenário de uma feira da Idade Média, com visitas régias, torneios a cavalo, peças de teatro, ceias e até um assalto ao castelo.

Ainda de acordo com a organização, “há a distinguir o espírito de coesão que as colectividades do concelho de Óbidos demonstraram, participando, cada uma a seu modo, tanto no sector da gastronomia, como na venda de artesanato e animação”. “O espírito associativo está bem vivo no concelho de Óbidos”, conclui.

O evento orçou em cerca de 160 mil euros, tendo estado a trabalhar, directa ou indirectamente, todos os dias, cerca de 500 pessoas.

 


Gazeta das Caldas 

Mercado Medieval cada vez melhor e mais “autêntico”



Um torneio medieval no qual se confrontaram os cavaleiros de Óbidos e os de Idanha-a-Velha - tendo saída os primeiros vencedores -, marcou a tarde do último dia do Mercado Medieval. Horas antes, dois actores da Companhia de Teatro Viv’arte aproveitaram para se casar (a sério) em Óbidos, realizando a boda neste mesmo mercado, revivendo assim um casamento na Idade Média, (exceptuando a troca de alianças, que não se fazia na altura).

A organização estima que 80 mil pessoas visitaram este evento, dos quais 50 mil foram pagantes.

 

Mercado Medieval vai extravasar as muralhas de Óbidos

 

Depois de dez dias de muita animação e gastronomia promovida pelo Mercado Medieval, Óbidos descansa. A lembrar o evento restam só as bandeiras no alto das muralhas. Para o ano haverá um novo “mergulho” na História, do qual já foram anunciadas novidades: o evento vai extravasar a Cerca do Castelo e invadirá a colina do lado oeste da vila.

A médio prazo está prevista a criação de um pequeno núcleo temático que ali esteja de forma permanente para que, segundo Francisco Salvador, da Óbidos Patrimonium, pois a vila  “merece ter alguma coisa que nos lembre como se vivia nessa época”.

Um torneio medieval no qual se confrontaram os cavaleiros de Óbidos e os de Idanha-a-Velha - tendo saída a primeira vencedora -, marcou a tarde do último dia do Mercado Medieval. Horas antes, dois actores da Companhia de Teatro Viv’arte tinham-se casado (de verdade) e realizado a boda neste mesmo mercado, revivendo assim um casamento na Idade Média, exceptuando a troca de alianças, que não se fazia na altura. Os jovens escolheram este local para a cerimónia por o considerarem o “melhor mercado medieval do pais”.

Durante os 10 dias em que o Mercado decorreu foram vendidos 50 mil bilhetes, sem contar as crianças e as pessoas trajadas à época, pelo que o número de pessoas deverá rondar o do ano passado com 80 mil visitantes. Francisco Salvador destacou que em 2006 entraram mais pessoas com trajes medievais do que nas edições anteriores. “É normal que assim aconteça porque as pessoas adquirem um traje e depois voltam a usá-lo”, explicou.

Contudo, este número ficou aquém das expectativas da organização, que esperava superar o número de visitantes do ano passado. Tal ficou a dever-se, segundo Francisco Salvador, “ao primeiro fim de semana de intenso calor que afastou as pessoas durante o dia. No domingo passado estavam, talvez, metade das pessoas que aqui estão hoje”.

Este responsável destacou ainda que esta edição correu muito bem, sobretudo tendo em conta o “grau de satisfação com que o público sai daqui”. Realçou que a animação “foi muito bem coordenada, com imenso movimento e ritmo”, sublinhando a presença dos vários grupos musicais, nomeadamente dos catalães “Els Berros de la Corte”, que já participaram em eventos similares em Itália, França, Espanha, Bélgica e Portugal.

Este ano foi feito um novo cenário e Francisco Salvador considera que ainda há muitas possibilidades de inovação neste mercado. Já na próxima edição pretendem alargar o evento para o lado de fora da cerca, ultrapassando as muralhas. Este ano os torneios já se realizaram da parte exterior, na encosta e, de futuro, outras actividades ali se realizarão, dado que a zona intra-muros “não é suficiente para albergar, com condições, estes milhares de pessoas”.

E porque, sistematicamente, as caixas de multibanco de Óbidos têm esgotado a sua capacidade durante os dias de mercado medieval, a organização pretende colocar uma caixa multibanco dentro da cerca, devidamente camuflada, para responder à procura por parte dos visitantes. Nela, contudo, só haverá euros e não torreões...

A médio prazo está também prevista a existência de um núcleo temático, que ali esteja de forma permanente.

 

 

Colectividades satisfeitas com os resultados

 

Durante os 10 dias de mercado medieval o Grupo Desportivo e Recreativo de A-dos-Negros assou no espeto 23 porcos que depois vendeu em sandes ou pequenas doses servidas numa telha de barro. Igualou o número do ano passado e, de acordo com José Capinha, da direcção desta colectividade, o número não foi superado devido ao dia de chuva (terça-feira) que afugentou algumas pessoas do evento.

“O balanço é positivo”, afirma o responsável, que destaca nesta edição a vertente da animação que também “tem segurado as pessoas”. Por outro lado, a realização do cenário na entrada da cerca “melhorou bastante o aspecto do mercado”, conta o responsável.

Alem do porco no espeto, esta colectividade tinha também para oferecer aos visitantes filhós feitas na altura e café da avó. Este evento é actualmente a “principal fonte de receita da associação”.

Francisco Libório, presidente da Sociedade Filarmónica e Recreativa Gaeirense, disse que esta edição correu muito bem para esta colectividade. “Superámos o ano passado em relação a números”, salientou, desconhecendo ainda o resultado final pois faltava terminar o dia de domingo.

A trabalhar diariamente nesta tasquinha estiveram 23 pessoas. Gastaram cerca de mil quilos de farinha no pão com chouriço, com torresmos e para acompanhar a perna de porco assada, as espetadas e o frango assado.

Situados no mesmo espaço do ano passado, Francisco Libório considera que este ano houve mais animação naquele local. Realçou ainda que “o cenário está muito bem conseguido, o que também ajuda à vinda das pessoas”.

Este dirigente associativo criticou apenas o valor da entrada, três euros, principalmente durante os dias da semana, em que considera que podia ser menor. “Até para controlar um bocado as entradas ao fim de semana”, salientou o responsável que na sua barraquinha manteve os preços do ano passado.

Floriano Almeida, da Sociedade Musical e Recreativa Obidense, também se mostrou contente com este edição do mercado. Considera que foi semelhante à de 2005, embora tenham mudado de localização e pense que onde estiveram anteriormente seja uma zona mais central e de maior afluência. “Mas a escolha é feita por sorteio e, portanto, está tudo bem”, afirmou.

Nesta tasquinha as pessoas podiam encontrar vários tipos de carnes grelhadas, desde espetadas, bifanas, chouriço de carne a entremeada de vitela. Também a sopa, de vários tipos e feita na hora, tinha muita procura. Diariamente foi feita uma panela de 50 litros de cada tipo de sopa e esgotou sempre.

Trabalho tivemos muito e agora vamos ver os resultados”, afirmou o dirigente associativo, realçando a colaboração prestada pelos elementos da direcção, alguns com as respectivas esposas, e dos jovens músicos que ali estiveram diariamente. “Sem eles era impossível conseguirmos estar cá, são de uma entrega de realçar”, afirmou.

Esta colectividade pretende continuar a participar no evento, justificando que é uma forma de angariar fundos. “As despesas são muito grandes e certas mensalmente e os lucros nem sempre aparecem, há toda a vantagem em que participemos nestes eventos para termos sempre um pé de meia que possa fazer face às despesas mensais”, concluiu Floriano Almeida.

 

Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com

 

Testemunhos

 

Balbina Oliveira, Palmira Martinho e Celestino Martinho (Lisboa)

 

“Está a ser muito giro, gosto da música e do comércio que aqui se encontra.

Para a malta nova que não conhece algumas das coisas que antigamente se faziam, é muito interessante e enriquecedor.

Estamos a passar o fim de semana em Ferrel e decidimos vir até Óbidos passear e deparámo-nos com este cenário. Devia era ser mais divulgado porque se soubesse antes já teríamos visto.

Foi a primeira vez que viemos, mas não foi, com certeza, a última. Para o ano cá estaremos.

Provámos sangria e café. Não vendem garrafas de água, só em copos de barro, acho que está muito bem feito”.

 

 

Maria Adelaide Henriques e Martim Henriques (Caldas da Rainha)

 

“É bonito. Dou valor a estes trajes e cenários antigos. É bom que se façam estas coisas para que as pessoas fiquem a conhecer como se vivia antigamente.

É o primeiro ano que cá vimos. A nossa filha veio cá e gostou tanto que nos disse para virmos conhecer. Também já jantámos e gostámos muito, é engraçado com o podemos comer sem utilizar os talheres.

Vale a pena voltar. Por vezes vamos para outros lugares à procura de “aventuras” e com coisas aqui tão perto e tão engraçadas”.

 

Patrícia Cruz e Luís Taborda (Lisboa)

 

“Vim na passada quinta-feira e gostei tanto que convidei o meu namorado para também vir conhecer. Acho que é de realçar neste mercado o espírito que aqui se vive. As pessoas estão todas alegres, não se importam de comer com as mãos e de apanhar frio para ver um espectáculo diferente e ter uma noite divertida.

Acho que está muito bem organizado, sempre com animações e música. Gostei muito do espectáculo com exibições de falcoaria e estamos agora à espera de ver outro. Já passámos pelas tasquinhas e achámos a gastronomia muito boa.

A vila nesta altura fica realmente diferente, acho que é uma festa a continuar”.

 

Clara Sousa (Caldas da Rainha)

 

“Acho que o mercado está muito engraçado e educativo, para mostrar como eram os tempos de outrora. Tenho vindo desde a primeira edição.

O facto de não se usarem talheres nas tasquinhas nem copos de vidro é muito engraçado e mostra o rigor que têm com as coisas.

Este ano não passei pelo cambista mas também acho que é muito gira a ideia de se trocarem as moedas de euro por torreões.

Acho que o preço não é caro, até porque o evento tem que se financiar, as coisas não podem ser grátis”.

 

Regina Camacho (França)

 

“Resido em França e venho passar férias em Portugal. Já o ano passado vim visitar o mercado medieval de Óbidos e como gostei, resolvi voltar. Cheguei no Sábado, e como sabia que terminava no dia seguinte, tive que vir logo porque tinha muita vontade de o visitar.

Gosto de ver porque tem a ver com história e cultura, coisas do passado, mas que fazem parte da nossa vida e, por isso, não as podemos esquecer.

É um ambiente muito divertido e enriquecedor”.

Fátima Ferreira

 

Publicado por Vivarte às 10:46 AM

Festival Romano de Alter do Chão

A despeito de alguns erros (desde a datação, até ao facto de a Companhia de Teatro VivArte ser um "bocadinho" mais pequena), aqui se deixa uma notícia sobre o sucesso que foi o I Festival Romano de Alter do Chão 

Jornal Fonte Nova 

 

 

 

A BELEZA DO FESTIVAL ROMANO - ESCRAVOS, LEGIONÁRIOS E GLADIADORES INVANDEM ALTER




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O cenário vivido durante o fim-de-semana em Alter do Chão não deixou ninguém indiferente. Recuando até ao ano 120 a.C., época em que viveu o Imperador Hadriano, a vila encarnou um espírito verdadeiramente Romano, proporcionando às centenas de pessoas que aqui se deslocaram um vasto programa de actividades, numa reconstituição dos hábitos e costumes Romanos.

O I Festival Romano de Alter partiu de uma lenda alterense, segundo a qual o Imperador Hadriano teria vindo a Abelterium para apaziguar os focos de revoltas populares que se manifestavam contra o poder de Roma. O patrício da cidade, partidário da fracção romana, recebeu o Imperador e declarou três dias de festa em sua homenagem.

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Numa reconstituição his-tórica, proporcionada pela companhia de teatro Vivarte e que permitiu um conhecimento mais aprofundado sobre a época em questão, em vários locais do concelho foi reconstituído o verdadeiro quotidiano Romano com um mercado localizado na "Praça Imperial" (Jardim do Largo Os Doze Melhores de Alter), com tendas de alimentação, reproduções de utensílios e material diverso feito por artesões, uma vidente, um endireita, réplicas de jóias da época, uma tenda com variadíssimos tipos de chá e, para os mais gulosos, havia também uma tenda com vários tipos de torrão.

Pela "Praça Imperial" deambulavam escravos, saltimbancos e legionários, entre outras personagens. A animação de rua foi assegurada pelas bailarinas egípcias que dançavam em honra do Imperador e também por música com instrumentos e percussão em arruada, com bailarinas vindas de Roma.

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Um dos pontos altos do Festival deu-se na tarde de sexta-feira com a chegada do Imperador Hadriano e da sua esposa, Vibia Savina a Alter que se fizeram deslocar com vários elementos de infantaria e cavalaria (alunos da Escola de Equitação de Alter do Chão) e que foram recebidos pelo patrício de Abelterium na Ponte Romana de Vila Formosa. Com a sua chegada à Vila, deu-se início ao desfile do cortejo imperial pela Via Hadriana (Avenida da Coudelaria) até ao centro da localidade, onde foi lido um Pregão de boas-vindas à Família Imperial dando-se assim início às festividades em sua homenagem.

Representações teatrais, animação de rua, jogos, venda de escravos, malabarismos e acrobacias, encantadores de serpentes e muita música foram algumas das atracções do Festival e que serviram para encantar os visitantes, mas principalmente o Imperador.

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Aquartelado junto às ter-mas públicas de Abelterium (Estação Arqueológica de Alter do Chão) estava o acampamento militar que o Imperador, acompanhado pela cavalaria, visitava, religiosamente, todos os dias para saudar as tropas. Constituído por 10 tendas pa-ra oficiais e legionários, limitado por paladiça fielmente reconstruída com Pilum Castra, no acampamento decorriam práticas bélicas com exercício de treino de armas com simulação de combates entre legionários e hispânicos.

No Sábado decorreu outro dos pontos altos: o Circo Romano. Esta foi a grande novidade do Festival e de acordo com Mário da Costa, director da Companhia Vivarte "pela primeira vez em Portugal reconstitui-se o Circo Romano".

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Partindo da "Praça Imperial", o Imperador, a sua esposa, a Legião Itálica e todos os personagens do Festival desfilaram pelas ruas de Alter em direcção à "Arena", situada na Praça de Touros e onde muita gente os aguardava. Aquando da entrada do Imperador e respectiva esposa na Praça, as bailarinas distribuíram fruta e pão pela assistência. Pela Arena circularam malabaristas, dançarinas e demonstrações de lutas entre os elementos da Legião. Por fim, chegou-se o momento mais esperado, a luta de gladiadores. Numa das lutas um gladiador morreu, e acabou por ser levado da Arena pelos seus pares, num ritual fúnebre e com música extraída dos fragmentos musicais do hino de Apolo (século II a.C.).

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Os mais pequenos também não foram esquecidos pela organização do Festival. Num Parque Infantil os mais novos realizaram alguns jogos de destreza e perícia, à semelhança do que as crianças romanas faziam, como o lançamento de pesos, dardos e tiro ao arco.

Durante o fim-de-semana foram feitas várias visitas às termas públicas da antiga cidade romana de Abelterium, inclusive durante a noite, uma vez que estas se encontravam iluminadas.

Festival pode vir a realizar-se de dois em dois anos

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Com o objectivo de recriar um evento atractivo e interessante, Joviano Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Alter confessa que "nós queríamos trazer para Alter um evento diferente do que há no distrito. Queríamos trazer um evento único". O facto de muitos concelhos da região, como o Crato e Fronteira, apresentarem eventos únicos, levou a autarquia de Alter a organizar um evento que também marcasse a sua região. Foi então que surgiu o Festival Romano de certa forma para "honrar" as ruínas das termas e também para valorizar a ponte romana da Vila Formosa que ainda continua a funcionar e é atravessada diariamente por vários camiões. "Temos aqui um património grande que temos de potenciar", sendo que "foi nessa perspectiva que pensámos em fazer um Festival Romano", conta Joviano Vitoriano, salientando que com o evento "talvez consigamos chamar a atenção de Alter para o resto País e trazer aqui pessoas", uma vez que o objectivo é "desenvolver o turismo na região".

A recriação do quotidiano romano foi, do ponto de vista de Joviano Vitorino "uma aposta ganha", devido à grande adesão que teve.

Quanto ao futuro do Festival, o autarca revela que "ainda não está bem estipulado o formato", adiantando que poderá vir a realizar-se de dois em dois anos porque "isto tem alguns custos" que, este ano, rondaram entre 60 e 70 mil euros. Para aliviar os custos a autarquia vai passar a ter algum merchandising e também se candidatou ao PORA (Programa Operacional da Região do Alentejo), e de momento, encontra-se à espera da sua aprovação. No entanto, "os custos são tão elevados como os de uma festa de Verão em qualquer sede de concelho deste distrito", afiança o edil.

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Vestida a rigor, Mafalda Sadio, vereadora da Cultura de Marvão declara que o evento superou "em muito" as expectativas da autarquia "que já eram altas", porque "tivemos uma receptividade enorme por parte do público quer local, quer oriundo de fora e também do estrangeiro", nomeadamente de Espanha.

Para a vereadora o Festival Romano foi uma iniciativa "inédita" que "veio surpreender" não só os alterenses, mas todos os que passaram por Alter durante o fim-de-semana. "Sendo uma aposta ganha o festival é para repetir nos próximos anos", uma vez que "parece-me que é uma forma interessante pedagógica de promover o nosso património arqueológico, nomeadamente ao nível de património romano", adianta Mafalda Sadio.

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Louvando a iniciativa, Ceia da Silva, presidente da Região de Turismo do Norte Alentejano realça que se há algo que merece ser dignificado no Norte Alentejano "é o nosso património cultural, as nossas raízes". Afirmando que este tipo de iniciativas "trazem turistas", porque "são actividades de animação distintas e diferentes", Ceia da Silva salienta que para isso "têm que ter consequência e sequência".

Catarina Lopes

Vivart, uma companhia que representa a história

ImageEm 1988 nascia numa escola de Oliveira do Bairro um grupo de teatro amador, pela mão de Mário da Costa. Nos primeiros 10 anos de existência o grupo fazia teatro de intervenção, dentro do teatro clássico. No fundo, "fazíamos coisas giras", conta Mário da Costa que no festival romano de Alter vestiu a pele de imperador Hadriano. No entanto, 10 anos depois da sua fundação "tivemos necessidade de saltar os muros da escola, porque já andávamos a correr demasiado o País e os alunos já começavam a ter algumas dificuldades a nível de aproveitamento", explica Mário da Costa. Com os jovens que tinham acabado o 12º ano e que não quiseram "seguir viagem", mas que preferiram apostar no teatro criou-se a companhia de teatro Vivart especializada em recriações históricas e já com um estatuto profissional.

Percorrendo o País de Norte a Sul, mas também o estrangeiro, o Vivart tem produzido várias recriações históricas "desde a Pré-História até aos dias de hoje", revela o director da companhia. Do vasto currículo de actividades fazem parte o Neolítico, Implantação da República, 25 de Abril, Invasões Francesas, Descobrimentos, Barroco, Marquês de Pombal, os períodos Celta e Romano e também a Idade Média, sendo que "esta é a que fazemos mais, porque é também de onde chovem mais encomendas", declara Mário da Costa.

No que diz respeito ao número de elementos que integram a companhia, o director revela que "depende do dia e do ano". Normalmente apresenta 35 pessoas a tempo inteiro e com salários e ainda uma série de grupos complementares. No total, a companhia Vivart é constituída por cerca de 200 pessoas.

A marcação das recriações históricas pode ser feita através do número 939 393 487.

Publicado por Vivarte às 09:05 AM

Viagem Medieval em Terra da Santa Maria

É a Festa da História com mais impacto mediático, mais visitantes e maior espectularidade. Realiza-se pela 10ª vez, de 28 de Julho a 6 de Agosto. Presentes desde a primeira edição, ali vamos estar, no Acampamento Militar (Arraial). E nas ruas, animando e representando para todos.

Publicado por Vivarte às 08:56 AM

julho 11, 2006

V Mercado Medieval de Óbidos

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No Domingo, no final do Festival Romano de Alter do Chão,  despedia-se de nós um amigo da Espada Lusitana: então até quinta-feira, daqui a mil e duzentos anos...

Pelo quinto ano consecutivo estaremos em Óbidos produzindo e representando a Festa da História que em menos tempo alcançou maior sucesso. Onde tentamos a pequena alquimia de misturar o rigor da Feira Medieval de Coimbra, a espectacularidade da Viagem Medieval de Santa Maria da Feira, o encantamento dos Dias Medievais de Castro Marim, um pouco de tudo o que aprendemos na estrada, em pequenas e grandes produções. É tempo de reencontrarmos amigos, de pequenos instantes e grandes espectáculos. Teatro para cinco mil espectadores, recriação histórica para as grandes massas, encenação de aventuras mas também de agruras. Tal e qual como a História.

Uma aposta da Câmara Municipal de Óbidos que foi desde o início para nós o grande desafio, superado umas vezes com dificuldades, outras com felicidades, sempre com trabalho e paixão, pelo Teatro e pela História.

Para uma Companhia de Teatro todos os espectáculos e todos os públicos são iguais. Mas neste caso temos de confessar que uns são mais iguais do que outros...

Este ano com uma grande novidade: a organização presenteou-nos com uma cenografia à altura da magnificência da vila das Rainhas. Obrigado Obidos Patrimonium, obrigado Jorge. Tentaremos ser dignos dela.

PROGRAMA

13 Julho | Abertura do V Mercado Medieval de Óbidos
Desfile de Abertura, visita do meirinho aos mercadores.
Mostra de Armas.
Concerto de Abertura: Strella do Dia, In Taberna.

14 Julho | Abertura do Mercado
Anúncio da chegada da Rainha
Concerto: In Taberna

15 Julho | Chegada da Rainha
Recebida às portas da Vila por um Cortejo de Boas Vindas. Mostra de Armas dedicada à Rainha.
Concerto de Boas Vindas: Els Berros de la Cort (Catalunha) e In Taberna (França)

16 Julho | Bailias em honra da Rainha
Apresentando algumas das suas aias aos fidalgos presentes.

17 Julho | Os amores na Corte
Dia do Concelho.

18 Julho | Disputa cortês pela filha de
D. Raimundo, aia da Rainha

19 Julho | O Casamento da filha de D. Raimundo

20 Julho | O Resgate da filha de D. Raimundo

21 Julho | Musica e trovadores
Concerto: Corte di Luna, Strella do Dia e Els Berros de la Cort.

22 Julho | Chega o Infante
Dia dedicado às crianças

23 Julho |  Partida da Rainha
Espectáculo final de Encerramento

Outras informações em http://www.cm-obidos.pt e também num blogue criado especialmente para o evento.

 

Publicado por Vivarte às 09:00 AM