novembro 13, 2006

Meruge: Um final de temporada de rua em grande

A terminar a nossa temporada de Festas da História, finalmente o Verão de S. Martinho permitiu que o público acorresse a Meruge. Nada melhor para rematar 104 dias de actuação de rua, a uma média de 2 espectáculos diários, que fazem o ano de 2006 bater todos os nossos recordes em actuações e espectadores, assunto de que falaremos, ao pormenor, em breve. E somos uma Companhia de Teatro subsídioindependente...

 

Jornal de Notícias:

Em Meruge o porco é um rei

nuno alegria
Animação e recriação medieval estiveram a cargo do grupo Viv'Arte



Joaquim Almeida

Conhecida como "Terra dos Porqueiros", a freguesia de Meruge, no concelho de Oliveira do Hospital, acolheu, ontem, a 4ª edição da Feira do Porco e do Enchido, um certame que já ultrapassou as suas fronteiras e tem projectado o nome da aldeia. De ano para ano, a feira tem crescido e assume-se agora como uma autêntica mostra em que não faltam o artesanato, gastronomia e doçaria tradicionais, envolvidas por uma constante animação medieval.

"A ideia de criar a feira tem a ver com a tradição desta terra, onde o comércio dos porcos e seus derivados eram a actividade principal", explicou, ao JN, o presidente da Junta, João Abreu. Nas décadas de 70 e 80 "havia mais de 60 comerciantes que viviam só deste negócio", recordou, adiantando que esta feira "pretende revitalizar a tradição e potenciar a economia local , através do comércio de porcos e enchidos".

Outro objectivo do certame é "promover a terra do ponto de vista turístico e, nesse aspecto, as feiras têm sido bem sucedidas", afirmou João Abreu, concluindo que "Meruge já conseguiu sair do esquecimento".

"Há poucas terras a fazer isto", lamentou Maria da Anunciação, produtora e comerciante de enchidos. Ontem, o que mais vendeu foram farinheiras e morcelas, a cinco euros o quilo. "Vale sempre a pena vir cá", salientou. Fernanda Martins, também produtora, considerou a feira como uma "óptima iniciativa". "Vem muita gente, divulga-se e vende-se o nosso produto", afiançou.

A animação constante é outro prato forte deste certame. Com um figurino de feira medieval, a cargo do grupo Viv'Arte, foram recriados jogos tradicionais, lendas e torneios, com destaque para a hilariante "Corrida de Leitões" e "Passeios de Burros", acompanhados de música, saltimbancos e cuspidores de fogo.

 


Diário As Beiras

12-11-2006

Paulo Leitão

Meruge aprovou enchidos

As ruas da aldeia ficaram repletas de veículos tornando-se quase numa espécie de IC 19 em hora de ponta.

A Lage Grande – uma formação rochosa granítica única na região – foi pequena para acolher tantos visitantes.

As ruas da aldeia ficaram repletas de veículos tornando-se quase numa espécie de IC 19 em hora de ponta.

João Abreu, o presidente da Junta de Freguesia e organizador do evento, acabou por ter que ajudar na orientação do intenso tráfego enquanto não chegava a GNR para impor alguma ordem na confusão geral de estacionamentos.

No alto da Lage Grande o grupo VIV’ARTE ajudava à festa recriando o ambiente de uma feira medieval. Trupes de saltimbancos, de trapezistas, de cuspidores de fogo, de jograis e até bailarinhas da dança do ventre misturavam-se entre os vendedores de enchidos, queijo, cestos, doces, etc. Este ano o grupo de comediantes/músicos italianos “La Corte di Lunas” veio dar um toque internacional ao evento.

Um sem número de cores, sons e cheiros pairavam pelo ar. Um porco no espeto ia sendo assado, enquanto um pouco mais à frente uma “mãe” porca proporcionava o almoço a meia dúzia de leitões. Mesmo ao lado um grupo de animados cantadores troca desafios sonoros perante uma turista holandesa espantada.

“O negócio está bom, quero ver se vendo tudo até ao final do dia”, dizia uma das muitas vendedoras de chouriças de carne, chouriças de bofes, salpicões, farinheiras, presuntos salgados ou das inigualáveis morcelas de sangue.

Durante todo o dia houve muitos momentos únicos como: a corrida de leitões, a recreação da lenda da Mata Damoira, os torneios e os passeios de burro.

No campo gastronómico, às dezenas de produtores/vendedores dos excelentes enchidos, juntaram-se os pratos de “Arroz de Suã”, “Torresmos à Moda de Meruge”, “Porco no Espeto”, “Feijoada à Moda de Nogueirinha”, servidos nas “Tabernas” da feira.

No Forno Comunitário as “forneiras” não tiveram mãos a medir para as broas de milho, as bolas de carne, de bacalhau e de sardinha, a sair em permanência. Os mais gulosos puderam participação no 2º Concurso de Doçaria Tradicional.

Muitos aproveitaram a Feira da Agricultura Familiar para comprar directamente aos agricultores presentes na feira as castanhas, nozes, figos secos, romãs, ou mesmo os requeijões e queijos de ovelha.

Esta 4.º Feira do Porco e do Enchido foi a mais visitada de sempre, segundo os organizadores, que para o próximo ano prometem continuar a apostar no certame.

Também o presidente da Câmara de Oliveira do Hospital, Mário Alves, que apoiou o evento, já disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que em 2007 a autarquia irá fazer uma grande promoção deste certame e da Festa da Castanha que decorreu na semana passada na freguesia de Aldeia das Dez.

 

Diário de Coimbra: 

Segunda-feira, 13 de Novembro 2006

Margarida Prata

Meruge foi capital do Porco e do Enchido

Milhares de visitantes entupiram ontem por completo os principais acessos a Meruge, naquela que foi a edição mais concorrida de sempre da Feira do Porco e do Enchido

Com o São Pedro a ajudar o “terreiro do santo” e a magestosa Lage Grande cobriram-se literalmente de gente, que veio para provar as iguarias, mas também sentir o ambiente medieval que estava montado na feira.

Foram milhares os forasteiros que acorreram ontem à freguesia de Meruge (Oliveira do Hospital) para mais um “regresso ao passado”, confirmando o interesse que esta mostra está a despertar cada vez mais na região e até no país. As tasquinhas com os afamados torresmos e outros pratos à base de carne de porco, como o arroz de suã, a feijoada à moda de Nogueirinha, ou o porco no espeto foram algumas das propostas gastronómicas à disposição dos visitantes, que puderam ainda provar os famosos enchidos da freguesia.

A organização estima que possam ter passado por Meruge, só no dia de ontem, cerca de 10 mil pessoas. «Foi um sucesso e só confirma que a Feira do Porco e do Enchido é um cartaz turístico em toda a região das Beiras», considera João Abreu, presidente da Junta de Freguesia local.

A afluência foi de tal forma que a certa altura o trânsito ficou bloqueado nas principais vias de acesso. Uma situação que a organização ponderou, embora não com esta dimensão. Joaquim Garcia lembra que apesar de «estarmos à espera de muita gente, não prevíamos esta enchente», o que «nos leva a pensar que para o ano temos que ter mais algumas alternativas de estacionamento». Este elemento da organização pensa que a solução pode passar por pedirem «emprestados» alguns terrenos contíguos à estrada para estacionamento para a feira. De qualquer modo, realça, «o balanço extremamente positivo» até mesmo da parte dos comerciantes e expositores – ao todo cerca de 70 – que, segundo a organização, «ficaram bastante satisfeitos».


Alargar a feira às ruas adjacentes

Diz o ditado que à terceira é de vez, e em Meruge foi preciso esperar pela quarta edição para a feira superar todas as expectativas. João Abreu sabia as potencialidades do evento e que era apenas uma questão de esperar por um dia de sol, sem vento nem frio, para «isto ser um êxito», já que o certame se realiza a céu aberto com um cenário natural privilegiado – em torno da Laje Grande. Apesar de muitos serem unânimes em dizer que este espaço foi pequeno para acolher tantos visitantes, João Abreu garante que a feira «nunca vai sair daqui». No próximo ano o que pode acontecer é «começarmos a utilizar as ruas adjacentes, criando ali também alguma animação».

Alternativas de quem já só pensa na 5.ª edição e de que esta é uma festa a registar no calendário do ano que vem. João Abreu não esconde que isto tudo obriga a um esforço financeiro considerável da parte da Junta de Freguesia, que neste evento contou apenas com o apoio da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

A animação constante, emprestada por grupo Vivarte, fez com todos regressassem de Meruge com a sensação de lá querer voltar.
 

 

Publicado por Vivarte às 05:44 PM

outubro 06, 2006

Vacariça e Mealhada receberam foral há 490 anos

Diário de Coimbra

Vacariça está para a Mealhada como Guimarães está para Portugal. Ou seja, foi com a entrega do foral a este povoado com 20 casais, em 1516, que se expandiu o território da Mealhada até aos nossos dias. A data foi assinalada ontem com uma recriação histórica da entrega do foral manuelino à actual freguesia da Vacariça e ao actual concelho da Mealhada. Recriação fidelíssima, interpretada por algumas dezenas de actores da Viv’Arte, cooperativa teatral de Oliveira do Bairro e de outros grupos locais.

Ninguém ficou indiferente. O povo saiu à rua, acompanhou o cortejo histórico, e assistiu, interessado e divertido, à reconstituição do que terá acontecido naquele preciso lugar em 1516. E pelo que dizem os historiadores, foi mesmo ali, no largo onde hoje é a Junta de Freguesia de Vacariça, que o escrivão da alfândega da vila de Aveiro procedeu à cerimónia da entrega do foral, convocando para o efeito as personalidades relevantes da época.

Ontem, homens e mulheres, novos e velhos, crianças e adolescentes fizeram uma viagem ao passado, e ficaram com uma ideia como tudo aconteceu. De acordo com a História, D. Manuel, Rei de Portugal e dos Algarves, atribuiu o foral a Vacariça e Mealhada em 5 de Outubro de 1516, um domingo, e mandou o escrivão da alfândega da vila de Aveiro convocar a «gente do burgo, senhoriais, plebeus e arraia-miúda» e ainda as personalidades da região.

O referido escrivão, com todo o séquito atrás, em cortejo e com a pompa da época, dirigiu-se ao largo principal do povoado (Vacariça), onde o povo já estava à espera. Do alto do seu púlpito, aquela entidade (escrivão), ao som de trompetas, mandou um arauto ler o documento que dava autonomia às entidades do território, ao mesmo tempo que eram avisados que, a partir daquele momento, «deviam lealdade ao Rei de Portugal». Para autenticar a validade daquela atribuição (foral) a Vacariça e Mealhada, foram chamados o procurador do reino, o juiz Fernando Vaz e os vereadores Fernando e Pedro Anes, e ainda o escrivão do bispo de Coimbra e o mordomo do bispo de Aveiro. Como testemunhas do acto, foram chamados «dois moradores de Mogofores».

Tudo “nos conformes”, o escrivão de Aveiro informou que o documento ia ser assinado por Fernando Vaz, «juiz deste termo», pelos dois vereadores, Fernando e Pedro Anes, «de cruz por não saberem ler nem escrever», e pelo procurador do bispo, esse sim, «sabe escrever», que também lacrou o documento.

«Assim fica lavrado o foral. Viva o Rei D. Manuel», gritou o escrivão, logo seguido na saudação pelo povo, que parecia estar a viver o momento de há 490 anos.

Foral abolido em 1832

Depois de formalizado o acto, entremeado com “palhaçadas” dos arautos, o escrivão de Aveiro, para celebrar o acontecimento, virou-se para o povo e disse: «Agora, moças e moçoilas, vinde bailar». E assim foi, ao som de tambores, cornetas e gaitas de foles, as moças (e só moças), foram para a roda feita pelo povo e dançaram alegremente.

Seguiu-se uma luta de espada entre dois soldados e o escrivão tirou da cartola «uma prenda especial do bispo de Aveiro». E que prenda!

«A dançarina Petra vai dançar para vós!». Uma esbelta e esguia jovem, com vestes de seda, decote generoso, sandálias e barriga à mostra, ao som dos tambores e flautas, dançou de forma sensual, quase erótica… a dança do ventre!

De olhos arregalados, o povo (ou melhor, os homens), durante cerca de cinco minutos, não tirou os olhos da bela Petra que, como uma enguia, ia fazendo movimentos com o corpo, realçando as formas sensuais da sua silhueta.

A festa não terminaria sem a alegria do bobo da corte, «o saltarino do reino de Portugal», que chegou de cavalo virtual (ele próprio mimou o equídeo) e executou alguns malabarismos que fizeram sorrir os fidalgos e rir à gargalhada a arraia-miúda, os plebeus.

Com o final da recriação histórica deste acontecimento, chegou-se ao século XXI, à realidade dos nossos dias, e a oportunidade de se saber mais sobre o foral da Vacariça e Mealhada, que foi abolido em 1832 (ver caixa). A resenha da história deste foral foi feita pela professora Maria Alegria Marques, a responsável deste documento estar, a partir de ontem, no Arquivo Municipal da Mealhada, ontem inaugurado oficialmente.  

Publicado por Vivarte às 06:44 PM

setembro 10, 2006

Silves: A Feira Medieval vista por um Blogue

Do Local & Blogal "Comentários locais e globais" de António Baeta Oliveira" transcrevemos a sua opinião (e foto) sobre a Feira Medieval de Silves. De seguir os links para os comentários às Festas da História que produzimos nos anos anteriores. A troca de ideias e argumentos é sempre saudável, embora nem todos os compreendam...

Fica por vez de outros relatos de outra imprensa...

A Feira Medieval de Silves

Feira Medieval, Agosto 2006, © António Baeta Oliveira

Terminou a 3ª edição desta Feira, que começou quinhentista, passou a medieval (sécs. XIII e XIV) e que este ano usou uma datação que a fez recuar até ao séc. XII.


Tudo o que me agrada na Feira e tudo o que gostaria de ver melhorar já aqui foi dito em

          A Feira Quinhentista

e em

          A Feira Medieval passou por aqui.


Quero insistir, no entanto, lembrando que estas simulações de recreação histórica que se não baseiam em episódios da história local e continuam a recear a utilização do período mais brilhante da época medieval, o período muçulmano, fazem desta Feira um mero divertimento, que a médio ou longo termo prejudicará a verdadeira imagem histórica desta cidade, vulgarizando-a, pela semelhança com todas as outras feiras do mesmo teor que se realizam, cada vez mais, de Norte a Sul de Portugal, sem falar da vizinha Espanha.


Não se queira medir o "sucesso" pelo número de visitantes, que em última análise prejudica a qualidade dos serviços prestados e a própria fruição das propostas de animação que são dirigidas a quem nos visita.


A FEIRA pode e deve ser melhorada, visando a defesa e a divulgação da identidade local e a melhoria da oferta turística, servindo a economia, a história, a cultura e o lazer.


Veja agora, através destas Fotos da Feira Medieval, como é interessante esta iniciativa local, da responsabilidade da autarquia.


NOTA: Para ver as fotos, aconselho que carregue no botão "View Slideshow", no cimo da página que contém as miniaturas e accione essa função nos botões que encontrará sobre a primeira fotografia.

Publicado por Vivarte às 05:14 PM

Os Hospitalários no Caminho de Santiago

O Primeiro de Janeiro, 9 de Setembro 2006:

Matosinhos organiza programa medieval no Caminho de Santiago

“Casamento maldito” revivido

A recriação do casamento entre Leonor Teles e Fernando vai ser retratado amanhã dentro do programa medieval que a autarquia de Matosinhos preparou para este fim-de-semana. O casamento celebrou-se em 1372 e pretende também recordar os hospitalários no caminho de Santiago.

 Joana Soares

 Matosinhos inscreveu-se na História portuguesa com um acontecimento importante – o casamento de D. Leonor Teles e de D. Fernando, que soma 634 anos este ano. Este retrato histórico irá ser recriado amanhã no mosteiro de Leça do Balio, de acordo com a iniciativa erguida, pela primeira vez, pela edilidade de Matosinhos. “Reconstituição histórica de hospitalários nos Caminhos de Santiago” é o nome da actividade que começou ontem, em Leça do Balio e que se estende até amanhã à noite com a reconstrução da história que se imortalizou no mosteiro de Leça, que em 2003 completou mil anos, e a quem em 1910 a História ofereceu o título de monumento nacional. “A iniciativa envolve-se com o facto de estarmos num mundo moderno que nos permite olhar o nosso território a fim de valorizá-lo e partilhá-lo”, expressou Guilherme Pinto, presidente da autarquia de Matosinhos, ontem, frente a uma assistência com pouco mais de três dezenas de pessoas, numa mesa redonda, onde foram discutidos “Os Caminhos de Santiago em Portugal”. “Temos um património histórico e único”, continuou o líder de Matosinhos, explicando, que foram “a primeira sede dos hospitalários dos caminhos de Santiago”. “Matosinhos é caminho antes de haver caminho”, determinou ainda Guilherme Pinto, recordando a lenda de Santiago, que consta “que o apóstolo antes de chegar a Santiago, derivou na costa da praia de Matosinhos”. O autarca reforçou a iniciativa com a possibilidade de se retratar “o casamento maldito de sempre” entre D. Leonor e D. Fernando, afirmando, todavia, que “não é possível recriar na sua total perfeição, uma vez que foi uma época de transição de hábitos civilizacionais. É uma verdadeira espada de Demóstenes para o pelouro da Cultura”. A edilidade sublinhou estar ao serviço da construção histórica, e por isso, “se tiver qualidade é para marcar na agenda da cultura [do concelho]”. Viajar no tempo Ainda o palco do evento não estava montado, ainda os vendedores adaptavam as suas tendas e se trajavam à época, e já o espaço ao redor do mosteiro de Leça ia ganhando vida com os passos e olhares curiosos de algumas dezenas de visitantes. A família Medeiros, por exemplo, diz que “é preciso dar uma volta com o neto pequeno, porque os pais trabalham”. São do Porto e apreciam este tipo de feiras. Em volta de uma tenda repleta de adereços que se realizavam na época medieval – fitas, malabarismo, animavam-se cerca de dez crianças que integram o grupo “espaço criança”, do Centro Porta Aberta da AMI (Assistência Médica Internacional), em Gaia. Susana Pereira, uma das responsáveis pelas crianças expressou a necessidade “de ocupar o tempo livre e de organizar actividades para os meninos”. José e Ricardo têm uma tenda preparada com instrumentos de barro para vender, e como tocam música portuguesa medieval vão também despertar o ambiente com gaitas de foles.

Programa

 Recuar no tempo

 Música, dança, acrobatas, combates, malabaristas, saltimbancos, falcoaria, tabernas medievais, passeios de burro, mouraria, visitas guiadas ao mosteiro, conferências. São estas as actividades prometidas no programa cultural deste fim-de-semana pelo município de Matosinhos, e que tem por fim denotar a ligação entre o concelho e o Caminho de Santiago. D. Leonor e D. Fernando “voltam a casar” amanhã pelas 18h, no Mosteiro de Leça do Balio, onde casaram em 1372 em sigilo. Hoje pelas 22h um concerto dos “Ensemble Pavaglio” pretende arrancar passos de dança. A festa, no entanto já começou ontem com um concerto dos Galandum Galundaina à noite, antecedido pela ceia medieval que contou com cerca de 150 pessoas

Publicado por Vivarte às 03:29 PM

agosto 07, 2006

Una boda como de las de antes

Las calles de San Felices de los Gallegos han vuelto a ser el escenario varios siglos después de la unión entre Dinís de Portugal e Isabel de Aragón. Como si el tiempo retrocediera hasta el siglo XIII, los vecinos de esta localidad salmantina han rememorado a lo largo de todo el fin de semana cómo fue el enlace entre los dos nobles.

La idea de celebrar esta fiesta surgió del hermanamiento entre la población lusa de Trancoso y la de San Felices de los Gallegos. Son muchas las acciones conjuntas que celebran las dos localidades a lo largo del año pero ésta es, sin duda, una de las más importantes. "Creemos que estas bodas reales van a quedar consolidadas este año porque hemos visto que la participación y la implicación de la gente es cada vez mayor", explica Marisol Tapia, alcaldesa de San Felices. Reconoce además que "en esta ocasión la demanda nos ha sobrepasado por lo que es imposible calcular la gente que se acerca desde Portugal".

Entrega de la dote

Según cuenta la historia, el enlace entre el rey portugués y la reina castellana se celebró el 26 de junio de 1282 en Trancoso pero las noches previas a la boda, Isabel de Aragón y su séquito se hospedaron en el castillo de la localidad salmantina dado que la novia no podía dormir en el mismo lugar que su futuro esposo. Precisamente en San Felices de los Gallegos tuvo lugar la entrega de la dote y la recepción de la comitiva de la novia antes de iniciar camino hacia Trancoso para el casamiento.

Animación callejera

El festejo ha supuesto una inversión de alrededor de cuatro mil euros aportados por el agente de desarrollo local, Adezos, en este lado de la raya mientras que el socio portugués, Raia Histórica, aportó otros 18.000 euros para celebrar el enlace en Trancoso el pasado mes de junio. José María Caballero, presidente de Adezos, matiza que "desde el principio se creyó en el proyecto y lo repetimos porque nos pareció importante de cara a la comarca y al exterior".

La animación callejera para celebrar acto tan singular tampoco ha faltado a lo largo de todo el fin de semana con saltimbanquis, un mercado medieval, desfiles o torneos a caballo, así como la celebración de una cena medieval y el ya tradicional asalto al castillo. Incluso, todos los vecinos y visitantes que se acercaron este fin de semana a la localidad pudieron contemplar el desfile de los dos reyes con sus respectivos séquitos por las calles del municipio salmantino.

Publicado por Vivarte às 12:00 AM

agosto 04, 2006

Ainda a Feira Medieval do Seixal

Festa da História e Mostra Gastronómica

na Quinta da Fidalga

Mais de 10 mil pessoas visitaram a Feira Medieval

 

A Feira Medieval – Festa da História e Mostra Gastronómica, que decorreu entre 19 e 21 de Maio na Quinta da Fidalga, em Arrentela, foi visitada por cerca de 10 mil pessoas, que fizeram uma viagem ao passado, revivendo tradições e costumes da época medieval.

 

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Esta iniciativa, organizada pela Câmara Municipal do Seixal, teve como objectivo dar a conhecer à comunidade em geral o trabalho desenvolvido por 20 instituições de solidariedade social ligadas à infância e aos idosos, fortalecendo as redes de parceria e criando laços entre as diferentes gerações.

 

Durante três dias, entrar na Quinta da Fidalga foi fazer uma viagem ao passado, ao bulício dos mercados populares, com os tendeiros e feirantes trajados a rigor, as músicas dos menestréis e os manjares da época. De referir que a mostra gastronómica proporcionada pelas associações de idosos do Concelho teve como tema «A Cozinha Medieval» e foi um verdadeiro sucesso. O jantar medieval nas tavernas da Feira foi um dos muitos momentos altos deste evento.

 

Os visitantes puderam ainda assistir a espectáculos de teatro de rua, proporcionados pelos actores da Companhia de Teatro Viv’Arte, conhecer as armas utilizadas na época medieval, passear de charrete junto à Baía do Seixal ou visitar as bancas de artesanato e de produtos alimentares ao longo da Quinta da Fidalga.

 

A Feira Medieval também teve um dia dedicado às escolas, possibilitando às crianças a participação em vários ateliês, nomeadamente de dança medieval, teatro, jogos, construção de bonecas e outros brinquedos, e de aprendizagem de factos históricos da época medieval.

 

Feira Medieval é para continuar

 

Alfredo Monteiro, presidente da Câmara Municipal do Seixal, visitou a Feira, acompanhado pela vereadora Corália Loureiro, e declarou que esta é uma iniciativa para continuar: «A Feira Medieval tem sido um sucesso pela sua qualidade e diversidade em termos de actividades. Teve uma forte adesão da comunidade e da população e este é o melhor fundamento para que um evento destes tenha regularidade. Tem o envolvimento das instituições sociais ligadas à infância e aos idosos, é um espaço de desenvolvimento de projectos e contou com o excelente trabalho da Viv’Arte, na forma como conseguiu trazer o ambiente medieval para a Quinta da Fidalga. Este é um espaço de excelência para uma iniciativa destas, pois fez-se história num local com uma história secular. Com a Feira Medieval torna-se possível viver anualmente a História do Concelho e isso é fundamental para a ligação das pessoas à sua terra e à sua comunidade.»

Publicado por Vivarte às 04:59 PM

julho 27, 2006

Mercado Medieval de Óbidos na Imprensa

Jornal Oeste Online 

 

Mercado Medieval
Mais de 70 mil pessoas em Óbidos

Mais de 70 mil pessoas passaram pelo Mercado Medieval de Óbidos, que decorreu entre 13 e 23 de Julho. Ao todo, foram 10 dias onde os visitantes puderam dar um “mergulho na história” e reviver histórias, sabores e saberes de outros tempos.

De acordo com a Óbidos Patrimonium, entidade organizadora, “o balanço é claramente positivo”. O número ultrapassa a expectativa da organização, “considerando os bilhetes vendidos, convites distribuídos à população, pessoas trajadas à época e os menores de 12 anos que não pagavam entrada”, concretiza.

A organização destaca “o grande número de pessoas vestidas à época” realçando a forma como participaram na festa, “interagindo com a animação, tasquinhas e visitantes, demonstrando, desse modo, o gosto do público por este tipo de evento”.

Muita gente de diversas regiões do País deslocou-se de propósito só para vir ao Mercado Medieval. “As pessoas marcaram presença essencialmente no período nocturno, devido ao calor intenso que se fez sentir durante o dia, o que obrigou uma maior concentração de pessoas à noite”, aponta a organização.

Cerca de 300 figurantes e grupos de animação recriaram o cenário de uma feira da Idade Média, com visitas régias, torneios a cavalo, peças de teatro, ceias e até um assalto ao castelo.

Ainda de acordo com a organização, “há a distinguir o espírito de coesão que as colectividades do concelho de Óbidos demonstraram, participando, cada uma a seu modo, tanto no sector da gastronomia, como na venda de artesanato e animação”. “O espírito associativo está bem vivo no concelho de Óbidos”, conclui.

O evento orçou em cerca de 160 mil euros, tendo estado a trabalhar, directa ou indirectamente, todos os dias, cerca de 500 pessoas.

 


Gazeta das Caldas 

Mercado Medieval cada vez melhor e mais “autêntico”



Um torneio medieval no qual se confrontaram os cavaleiros de Óbidos e os de Idanha-a-Velha - tendo saída os primeiros vencedores -, marcou a tarde do último dia do Mercado Medieval. Horas antes, dois actores da Companhia de Teatro Viv’arte aproveitaram para se casar (a sério) em Óbidos, realizando a boda neste mesmo mercado, revivendo assim um casamento na Idade Média, (exceptuando a troca de alianças, que não se fazia na altura).

A organização estima que 80 mil pessoas visitaram este evento, dos quais 50 mil foram pagantes.

 

Mercado Medieval vai extravasar as muralhas de Óbidos

 

Depois de dez dias de muita animação e gastronomia promovida pelo Mercado Medieval, Óbidos descansa. A lembrar o evento restam só as bandeiras no alto das muralhas. Para o ano haverá um novo “mergulho” na História, do qual já foram anunciadas novidades: o evento vai extravasar a Cerca do Castelo e invadirá a colina do lado oeste da vila.

A médio prazo está prevista a criação de um pequeno núcleo temático que ali esteja de forma permanente para que, segundo Francisco Salvador, da Óbidos Patrimonium, pois a vila  “merece ter alguma coisa que nos lembre como se vivia nessa época”.

Um torneio medieval no qual se confrontaram os cavaleiros de Óbidos e os de Idanha-a-Velha - tendo saída a primeira vencedora -, marcou a tarde do último dia do Mercado Medieval. Horas antes, dois actores da Companhia de Teatro Viv’arte tinham-se casado (de verdade) e realizado a boda neste mesmo mercado, revivendo assim um casamento na Idade Média, exceptuando a troca de alianças, que não se fazia na altura. Os jovens escolheram este local para a cerimónia por o considerarem o “melhor mercado medieval do pais”.

Durante os 10 dias em que o Mercado decorreu foram vendidos 50 mil bilhetes, sem contar as crianças e as pessoas trajadas à época, pelo que o número de pessoas deverá rondar o do ano passado com 80 mil visitantes. Francisco Salvador destacou que em 2006 entraram mais pessoas com trajes medievais do que nas edições anteriores. “É normal que assim aconteça porque as pessoas adquirem um traje e depois voltam a usá-lo”, explicou.

Contudo, este número ficou aquém das expectativas da organização, que esperava superar o número de visitantes do ano passado. Tal ficou a dever-se, segundo Francisco Salvador, “ao primeiro fim de semana de intenso calor que afastou as pessoas durante o dia. No domingo passado estavam, talvez, metade das pessoas que aqui estão hoje”.

Este responsável destacou ainda que esta edição correu muito bem, sobretudo tendo em conta o “grau de satisfação com que o público sai daqui”. Realçou que a animação “foi muito bem coordenada, com imenso movimento e ritmo”, sublinhando a presença dos vários grupos musicais, nomeadamente dos catalães “Els Berros de la Corte”, que já participaram em eventos similares em Itália, França, Espanha, Bélgica e Portugal.

Este ano foi feito um novo cenário e Francisco Salvador considera que ainda há muitas possibilidades de inovação neste mercado. Já na próxima edição pretendem alargar o evento para o lado de fora da cerca, ultrapassando as muralhas. Este ano os torneios já se realizaram da parte exterior, na encosta e, de futuro, outras actividades ali se realizarão, dado que a zona intra-muros “não é suficiente para albergar, com condições, estes milhares de pessoas”.

E porque, sistematicamente, as caixas de multibanco de Óbidos têm esgotado a sua capacidade durante os dias de mercado medieval, a organização pretende colocar uma caixa multibanco dentro da cerca, devidamente camuflada, para responder à procura por parte dos visitantes. Nela, contudo, só haverá euros e não torreões...

A médio prazo está também prevista a existência de um núcleo temático, que ali esteja de forma permanente.

 

 

Colectividades satisfeitas com os resultados

 

Durante os 10 dias de mercado medieval o Grupo Desportivo e Recreativo de A-dos-Negros assou no espeto 23 porcos que depois vendeu em sandes ou pequenas doses servidas numa telha de barro. Igualou o número do ano passado e, de acordo com José Capinha, da direcção desta colectividade, o número não foi superado devido ao dia de chuva (terça-feira) que afugentou algumas pessoas do evento.

“O balanço é positivo”, afirma o responsável, que destaca nesta edição a vertente da animação que também “tem segurado as pessoas”. Por outro lado, a realização do cenário na entrada da cerca “melhorou bastante o aspecto do mercado”, conta o responsável.

Alem do porco no espeto, esta colectividade tinha também para oferecer aos visitantes filhós feitas na altura e café da avó. Este evento é actualmente a “principal fonte de receita da associação”.

Francisco Libório, presidente da Sociedade Filarmónica e Recreativa Gaeirense, disse que esta edição correu muito bem para esta colectividade. “Superámos o ano passado em relação a números”, salientou, desconhecendo ainda o resultado final pois faltava terminar o dia de domingo.

A trabalhar diariamente nesta tasquinha estiveram 23 pessoas. Gastaram cerca de mil quilos de farinha no pão com chouriço, com torresmos e para acompanhar a perna de porco assada, as espetadas e o frango assado.

Situados no mesmo espaço do ano passado, Francisco Libório considera que este ano houve mais animação naquele local. Realçou ainda que “o cenário está muito bem conseguido, o que também ajuda à vinda das pessoas”.

Este dirigente associativo criticou apenas o valor da entrada, três euros, principalmente durante os dias da semana, em que considera que podia ser menor. “Até para controlar um bocado as entradas ao fim de semana”, salientou o responsável que na sua barraquinha manteve os preços do ano passado.

Floriano Almeida, da Sociedade Musical e Recreativa Obidense, também se mostrou contente com este edição do mercado. Considera que foi semelhante à de 2005, embora tenham mudado de localização e pense que onde estiveram anteriormente seja uma zona mais central e de maior afluência. “Mas a escolha é feita por sorteio e, portanto, está tudo bem”, afirmou.

Nesta tasquinha as pessoas podiam encontrar vários tipos de carnes grelhadas, desde espetadas, bifanas, chouriço de carne a entremeada de vitela. Também a sopa, de vários tipos e feita na hora, tinha muita procura. Diariamente foi feita uma panela de 50 litros de cada tipo de sopa e esgotou sempre.

Trabalho tivemos muito e agora vamos ver os resultados”, afirmou o dirigente associativo, realçando a colaboração prestada pelos elementos da direcção, alguns com as respectivas esposas, e dos jovens músicos que ali estiveram diariamente. “Sem eles era impossível conseguirmos estar cá, são de uma entrega de realçar”, afirmou.

Esta colectividade pretende continuar a participar no evento, justificando que é uma forma de angariar fundos. “As despesas são muito grandes e certas mensalmente e os lucros nem sempre aparecem, há toda a vantagem em que participemos nestes eventos para termos sempre um pé de meia que possa fazer face às despesas mensais”, concluiu Floriano Almeida.

 

Fátima Ferreira

fferreira@gazetacaldas.com

 

Testemunhos

 

Balbina Oliveira, Palmira Martinho e Celestino Martinho (Lisboa)

 

“Está a ser muito giro, gosto da música e do comércio que aqui se encontra.

Para a malta nova que não conhece algumas das coisas que antigamente se faziam, é muito interessante e enriquecedor.

Estamos a passar o fim de semana em Ferrel e decidimos vir até Óbidos passear e deparámo-nos com este cenário. Devia era ser mais divulgado porque se soubesse antes já teríamos visto.

Foi a primeira vez que viemos, mas não foi, com certeza, a última. Para o ano cá estaremos.

Provámos sangria e café. Não vendem garrafas de água, só em copos de barro, acho que está muito bem feito”.

 

 

Maria Adelaide Henriques e Martim Henriques (Caldas da Rainha)

 

“É bonito. Dou valor a estes trajes e cenários antigos. É bom que se façam estas coisas para que as pessoas fiquem a conhecer como se vivia antigamente.

É o primeiro ano que cá vimos. A nossa filha veio cá e gostou tanto que nos disse para virmos conhecer. Também já jantámos e gostámos muito, é engraçado com o podemos comer sem utilizar os talheres.

Vale a pena voltar. Por vezes vamos para outros lugares à procura de “aventuras” e com coisas aqui tão perto e tão engraçadas”.

 

Patrícia Cruz e Luís Taborda (Lisboa)

 

“Vim na passada quinta-feira e gostei tanto que convidei o meu namorado para também vir conhecer. Acho que é de realçar neste mercado o espírito que aqui se vive. As pessoas estão todas alegres, não se importam de comer com as mãos e de apanhar frio para ver um espectáculo diferente e ter uma noite divertida.

Acho que está muito bem organizado, sempre com animações e música. Gostei muito do espectáculo com exibições de falcoaria e estamos agora à espera de ver outro. Já passámos pelas tasquinhas e achámos a gastronomia muito boa.

A vila nesta altura fica realmente diferente, acho que é uma festa a continuar”.

 

Clara Sousa (Caldas da Rainha)

 

“Acho que o mercado está muito engraçado e educativo, para mostrar como eram os tempos de outrora. Tenho vindo desde a primeira edição.

O facto de não se usarem talheres nas tasquinhas nem copos de vidro é muito engraçado e mostra o rigor que têm com as coisas.

Este ano não passei pelo cambista mas também acho que é muito gira a ideia de se trocarem as moedas de euro por torreões.

Acho que o preço não é caro, até porque o evento tem que se financiar, as coisas não podem ser grátis”.

 

Regina Camacho (França)

 

“Resido em França e venho passar férias em Portugal. Já o ano passado vim visitar o mercado medieval de Óbidos e como gostei, resolvi voltar. Cheguei no Sábado, e como sabia que terminava no dia seguinte, tive que vir logo porque tinha muita vontade de o visitar.

Gosto de ver porque tem a ver com história e cultura, coisas do passado, mas que fazem parte da nossa vida e, por isso, não as podemos esquecer.

É um ambiente muito divertido e enriquecedor”.

Fátima Ferreira

 

Publicado por Vivarte às 10:46 AM

Festival Romano de Alter do Chão

A despeito de alguns erros (desde a datação, até ao facto de a Companhia de Teatro VivArte ser um "bocadinho" mais pequena), aqui se deixa uma notícia sobre o sucesso que foi o I Festival Romano de Alter do Chão 

Jornal Fonte Nova 

 

 

 

A BELEZA DO FESTIVAL ROMANO - ESCRAVOS, LEGIONÁRIOS E GLADIADORES INVANDEM ALTER




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O cenário vivido durante o fim-de-semana em Alter do Chão não deixou ninguém indiferente. Recuando até ao ano 120 a.C., época em que viveu o Imperador Hadriano, a vila encarnou um espírito verdadeiramente Romano, proporcionando às centenas de pessoas que aqui se deslocaram um vasto programa de actividades, numa reconstituição dos hábitos e costumes Romanos.

O I Festival Romano de Alter partiu de uma lenda alterense, segundo a qual o Imperador Hadriano teria vindo a Abelterium para apaziguar os focos de revoltas populares que se manifestavam contra o poder de Roma. O patrício da cidade, partidário da fracção romana, recebeu o Imperador e declarou três dias de festa em sua homenagem.

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Numa reconstituição his-tórica, proporcionada pela companhia de teatro Vivarte e que permitiu um conhecimento mais aprofundado sobre a época em questão, em vários locais do concelho foi reconstituído o verdadeiro quotidiano Romano com um mercado localizado na "Praça Imperial" (Jardim do Largo Os Doze Melhores de Alter), com tendas de alimentação, reproduções de utensílios e material diverso feito por artesões, uma vidente, um endireita, réplicas de jóias da época, uma tenda com variadíssimos tipos de chá e, para os mais gulosos, havia também uma tenda com vários tipos de torrão.

Pela "Praça Imperial" deambulavam escravos, saltimbancos e legionários, entre outras personagens. A animação de rua foi assegurada pelas bailarinas egípcias que dançavam em honra do Imperador e também por música com instrumentos e percussão em arruada, com bailarinas vindas de Roma.

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Um dos pontos altos do Festival deu-se na tarde de sexta-feira com a chegada do Imperador Hadriano e da sua esposa, Vibia Savina a Alter que se fizeram deslocar com vários elementos de infantaria e cavalaria (alunos da Escola de Equitação de Alter do Chão) e que foram recebidos pelo patrício de Abelterium na Ponte Romana de Vila Formosa. Com a sua chegada à Vila, deu-se início ao desfile do cortejo imperial pela Via Hadriana (Avenida da Coudelaria) até ao centro da localidade, onde foi lido um Pregão de boas-vindas à Família Imperial dando-se assim início às festividades em sua homenagem.

Representações teatrais, animação de rua, jogos, venda de escravos, malabarismos e acrobacias, encantadores de serpentes e muita música foram algumas das atracções do Festival e que serviram para encantar os visitantes, mas principalmente o Imperador.

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Aquartelado junto às ter-mas públicas de Abelterium (Estação Arqueológica de Alter do Chão) estava o acampamento militar que o Imperador, acompanhado pela cavalaria, visitava, religiosamente, todos os dias para saudar as tropas. Constituído por 10 tendas pa-ra oficiais e legionários, limitado por paladiça fielmente reconstruída com Pilum Castra, no acampamento decorriam práticas bélicas com exercício de treino de armas com simulação de combates entre legionários e hispânicos.

No Sábado decorreu outro dos pontos altos: o Circo Romano. Esta foi a grande novidade do Festival e de acordo com Mário da Costa, director da Companhia Vivarte "pela primeira vez em Portugal reconstitui-se o Circo Romano".

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Partindo da "Praça Imperial", o Imperador, a sua esposa, a Legião Itálica e todos os personagens do Festival desfilaram pelas ruas de Alter em direcção à "Arena", situada na Praça de Touros e onde muita gente os aguardava. Aquando da entrada do Imperador e respectiva esposa na Praça, as bailarinas distribuíram fruta e pão pela assistência. Pela Arena circularam malabaristas, dançarinas e demonstrações de lutas entre os elementos da Legião. Por fim, chegou-se o momento mais esperado, a luta de gladiadores. Numa das lutas um gladiador morreu, e acabou por ser levado da Arena pelos seus pares, num ritual fúnebre e com música extraída dos fragmentos musicais do hino de Apolo (século II a.C.).

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Os mais pequenos também não foram esquecidos pela organização do Festival. Num Parque Infantil os mais novos realizaram alguns jogos de destreza e perícia, à semelhança do que as crianças romanas faziam, como o lançamento de pesos, dardos e tiro ao arco.

Durante o fim-de-semana foram feitas várias visitas às termas públicas da antiga cidade romana de Abelterium, inclusive durante a noite, uma vez que estas se encontravam iluminadas.

Festival pode vir a realizar-se de dois em dois anos

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Com o objectivo de recriar um evento atractivo e interessante, Joviano Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Alter confessa que "nós queríamos trazer para Alter um evento diferente do que há no distrito. Queríamos trazer um evento único". O facto de muitos concelhos da região, como o Crato e Fronteira, apresentarem eventos únicos, levou a autarquia de Alter a organizar um evento que também marcasse a sua região. Foi então que surgiu o Festival Romano de certa forma para "honrar" as ruínas das termas e também para valorizar a ponte romana da Vila Formosa que ainda continua a funcionar e é atravessada diariamente por vários camiões. "Temos aqui um património grande que temos de potenciar", sendo que "foi nessa perspectiva que pensámos em fazer um Festival Romano", conta Joviano Vitoriano, salientando que com o evento "talvez consigamos chamar a atenção de Alter para o resto País e trazer aqui pessoas", uma vez que o objectivo é "desenvolver o turismo na região".

A recriação do quotidiano romano foi, do ponto de vista de Joviano Vitorino "uma aposta ganha", devido à grande adesão que teve.

Quanto ao futuro do Festival, o autarca revela que "ainda não está bem estipulado o formato", adiantando que poderá vir a realizar-se de dois em dois anos porque "isto tem alguns custos" que, este ano, rondaram entre 60 e 70 mil euros. Para aliviar os custos a autarquia vai passar a ter algum merchandising e também se candidatou ao PORA (Programa Operacional da Região do Alentejo), e de momento, encontra-se à espera da sua aprovação. No entanto, "os custos são tão elevados como os de uma festa de Verão em qualquer sede de concelho deste distrito", afiança o edil.

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Vestida a rigor, Mafalda Sadio, vereadora da Cultura de Marvão declara que o evento superou "em muito" as expectativas da autarquia "que já eram altas", porque "tivemos uma receptividade enorme por parte do público quer local, quer oriundo de fora e também do estrangeiro", nomeadamente de Espanha.

Para a vereadora o Festival Romano foi uma iniciativa "inédita" que "veio surpreender" não só os alterenses, mas todos os que passaram por Alter durante o fim-de-semana. "Sendo uma aposta ganha o festival é para repetir nos próximos anos", uma vez que "parece-me que é uma forma interessante pedagógica de promover o nosso património arqueológico, nomeadamente ao nível de património romano", adianta Mafalda Sadio.

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Louvando a iniciativa, Ceia da Silva, presidente da Região de Turismo do Norte Alentejano realça que se há algo que merece ser dignificado no Norte Alentejano "é o nosso património cultural, as nossas raízes". Afirmando que este tipo de iniciativas "trazem turistas", porque "são actividades de animação distintas e diferentes", Ceia da Silva salienta que para isso "têm que ter consequência e sequência".

Catarina Lopes

Vivart, uma companhia que representa a história

ImageEm 1988 nascia numa escola de Oliveira do Bairro um grupo de teatro amador, pela mão de Mário da Costa. Nos primeiros 10 anos de existência o grupo fazia teatro de intervenção, dentro do teatro clássico. No fundo, "fazíamos coisas giras", conta Mário da Costa que no festival romano de Alter vestiu a pele de imperador Hadriano. No entanto, 10 anos depois da sua fundação "tivemos necessidade de saltar os muros da escola, porque já andávamos a correr demasiado o País e os alunos já começavam a ter algumas dificuldades a nível de aproveitamento", explica Mário da Costa. Com os jovens que tinham acabado o 12º ano e que não quiseram "seguir viagem", mas que preferiram apostar no teatro criou-se a companhia de teatro Vivart especializada em recriações históricas e já com um estatuto profissional.

Percorrendo o País de Norte a Sul, mas também o estrangeiro, o Vivart tem produzido várias recriações históricas "desde a Pré-História até aos dias de hoje", revela o director da companhia. Do vasto currículo de actividades fazem parte o Neolítico, Implantação da República, 25 de Abril, Invasões Francesas, Descobrimentos, Barroco, Marquês de Pombal, os períodos Celta e Romano e também a Idade Média, sendo que "esta é a que fazemos mais, porque é também de onde chovem mais encomendas", declara Mário da Costa.

No que diz respeito ao número de elementos que integram a companhia, o director revela que "depende do dia e do ano". Normalmente apresenta 35 pessoas a tempo inteiro e com salários e ainda uma série de grupos complementares. No total, a companhia Vivart é constituída por cerca de 200 pessoas.

A marcação das recriações históricas pode ser feita através do número 939 393 487.

Publicado por Vivarte às 09:05 AM

junho 12, 2006

A feira onde até se aprende história

Diário de Coimbra:

Mais de 500 actores e figurantes deram um “cheirinho” dos tempos medievais às milhares de pessoas que ontem passaram pelo Largo da Sé Velha. Bem-vindos a uma feira com história

Se José Hermano Saraiva fosse convidado a apresentar a Feira Medival de Coimbra, faria, mais coisa, menos coisa, o seguinte comentário: «Foi aqui meus amigos, em plena Sé Velha, que se fez e ainda faz uma das mais perfeitas recriações dos tempos medievais». Organizada pelo INATEL, Câmara Municipal de Coimbra e Associação para o Desenvolvimento da Alta de Coimbra, a feira é, por direito próprio, um dos eventos histórico-culturais mais emblemáticos da cidade. Ainda que, como tenha sublinhado a organização, o espaço impeça uma iniciativa de maior envergadura.
A edição deste ano, à semelhante das anteriores, reuniu um elenco considerável: mais de 500 actores e figurantes, de 14 grupos de teatro amador, quatro escolas secundárias e seis grupos profissionais. As personagens mais emblemáticas do nosso imaginário estavam lá todas. O bobo, o mendigo (o já famoso Basilius, que este ano decidiu doar as esmolas recolhidas à Casa dos Pobres), os membros da nobreza e do clero, os malabaristas e os comerciantes. Nem as feiticeiras, portuguesas mas com um sotaque espanhol irrepreensível, se negaram a oferecer a quem passava o “feitiço do amor”, a cura para todos os males da impotência.

O negócio está mau?

Ninguém viu por lá anunciar-se a oferta de uma chouriça na compra de outra. Não havia, sequer, cartão-cliente ou terminais multibanco. O aspecto de alguns vendedores era, até, algo “suspeito”, pelas roupas estranhas que vestiam e pelo modo como falavam. Ainda assim, o negócio parece ter corrido de feição, sobretudo na vertente gastronómica. Talvez pelo facto de ser hora de almoço, centenas e centenas de pessoas abeiraram-se das inúmeras barracas de “comes e bebes”. «Olha a rica sopa, tem tudo e mais alguma coisa!», gritava a pleno pulmões o dono de uma tasca. Mas o que teve mais saída foi, sem dúvida, a sardinha assada e a bifana que ganhavam outra cor junto ao carvão.
Antes do estômago se queixar, muitos satisfizeram a curiosidade de visitar a “Tenda do Barveiro”, o “Tabelião das Notas” ou o “Ourives”. Outros não resistiram a comprar os cestos e as peças em barro cuidadosamente expostas junto às barracas. Isto do negócio estar bem é mesmo coisa do passado.  

Publicado por Vivarte às 11:59 PM

junho 08, 2006

Troviscal - Torneio de armas a cavalo vai animar Feira Medieval


Jornal da Bairrada
Grupo Centro Stórico de Finale Ligure na Feira Medieval


O Grupo Centro Stórico de Finale Ligure, Itália, vai estar presente na Feira Medieval que se realiza nos próximos dias 9, 10 e 11, no Parque de Merendas do Troviscal, o que terá como momento alto um Torneio de Armas a Cavalo no domingo, à tarde.

A vereadora da cultura, Laura Pires, acredita no sucesso da Feira, até porque “a imagem do evento é apelativa, o programa também, resta-nos acreditar que a população do concelho vai aderir e estar presente”.

A Feira Medieval é organizada pela Companhia de Teatro Viv’arte, em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro.

“Estreitamento de laços”

Jornal da Bairrada - Quais são as novidades da Feira Medieval ?

Laura Pires,vereadora da cultura - No primeiro dia da Feira, sexta-feira, dia 9, os protagonistas da animação vão ser as colectividades concelhias que foram excepcionais na dedicação a este evento, um pouco por todo o concelho, mas, sobretudo, no Troviscal.

Acresce que, vamos receber o Grupo Centro Stórico de Finale Ligure - que colabora, há vários anos, com o Vivarte e que nunca se tinha deslocado a Oliveira do Bairro.

A acompanhar esta comitiva artística, o vereador do turismo da Câmara de Finale Ligure, Itália, Ângelo Berlangieri, com vista ao estreitamento de laços culturais e artísticos.

Adianto ainda que a organização investiu num kit composto por: saco para o ombro, tigela para comida, tigela para o vinho e colher de pau, personalizados com a imagem da feira, o qual pode ser adquirido por uma quantia simbólica.

- Quantas crianças vai envolver?

- Na animação da Feira, vamos ter um total de 100 crianças entre as da EB 2,3 de Oliveira do Bairro e as da Escola do Passadouro, Troviscal.

“Torneio de Armas a Cavalo”

- Qual vai ser o ponto alto da Feira?

- Muito embora em cada um dos dias haja actividades a destacar e às quais vale a pena assistir, destaco o Torneio de Armas a Cavalo que vai ter lugar no domingo, à tarde.

Este dia marca também a apresentação dos grupos de França, Itália e Espanha, que nos visitam.

- Estão criadas as condições para ser sucesso?

- Quer a câmara, através das divisões respectivas, quer a Junta de Freguesia do Troviscal, quer as Associações Concelhias, quer o Viv’arte se empenharam para produzir um evento atractivo de qualidade.

A imagem do evento é apelativa, o programa também, resta-nos acreditar que a população do concelho vai aderir e estar presente.

- É difícil organizar uma Feira destas características?

- Esta Feira é organizada pelo Viv’arte, em parceria com a Câmara Municipal, e conta com o empenho e envolvimento da Junta de Freguesia, colectividades e associações, o que permite dividir tarefas e responsabilidades, assim tornando mais fácil a organização.

- Quanto custa à Câmara?

- O orçamento ronda os 20.000 euros

- Qual vai ser a calendarização dos locais de realização nos próximos três anos?

- A feira vai ainda deslocar-se às freguesias de Bustos e Mamarrosa. Terminado este ciclo repensaremos o evento e definiremos o modelo a implementar.

Programa

Sexta-Feira, dia 9, a partir das 20 horas: Os últimos preparativos nas barracas e tendas para abertura da Festa; convívio em jeito medieval de todas as colectividades participantes na Festa da História, e confraternização festiva com comes e bebes, bailias e folias ao som da gaita de foles.

Sábado, dia 10, a partir das 15 horas: Abertura da Feira Medieval; arruada de tambores e timbalões; jogos tradicionais de índole medieval; encantadores de serpentes e contadores de histórias; danças e folguedos; comes e bebes nas tabernas da feira; teatro medievalM mostra de armas com Vivarte e Cavaleiros do Tempo, e espectáculo de malabares com fogo

Domingo, dia 11, a partir das 10 horas: Abertura da Feira Medieval; visita do meirinho às tendas de mercaderes; torneio de armas com a participação de Vivarte, Espada Lusitana, Centro Storico de Finale e Cavaleiros do Tempo; comes e bebes nas tabernas da Feira; exibição de falcoaria; actuação da Compagnie de la Gran’Goule du CEP Poitiers ; cortejo Histórico com todos os participantes; juízo de heresias e malfeitorias e seu público castigo, e espectáculo de fogo e encerramento da Feira.

Pedro Fontes da Costa


07/06/2006 10:24

Publicado por Vivarte às 01:21 AM

junho 06, 2006

E Braga foi Bracara...

Correio do Minho: 

 

Milhares na Bracara Romana
Vários milhares de pessoas acorreram durante os últimos dias à terceira edição de Bracara Romana, em pleno centro histórioco de Braga. O período histórico foi reconstituído ao pormenor e a adesão foi um” êxito”, assim indica Ilda Carneiro, veradora da Cultura. Marta Caldeira

A Braga Romana foi, mais uma vez, um verdadeiro sucesso”. As palavras entusiastas são de Ilda Carneiro, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga (CMB), ao traçar um balanço da iniciativa que a autarquia promoveu ao longo dos últimos quatro dias, apenas, para reviver o passado daquilo que foi outrora Bracara Augusta. O certo é que milhares de pessoas acorreram ao centro de Braga para passear nestes tempos remotos.
Esta foi já a terceira edição da “Braga Romana”, mas a responsável cultural da CMB garante que o certame lúdico-pedagógico “continuará” doravante, dada a adesão da população à iniciativa. Uma adesão que este ano se desenvolveu em moldes particularmente profícuos, uma vez que foram inúmeras as associações, escolas e até mesmo pessoas individualmente que decidiram associar-se ao evento, integrando os espectáculos e os cortejos que perspectivavam, de alguma forma, aquele período romano. “Recorde-se que Bracara Augusta foi uma grande centro estratégico para o Império Romano”, salientou a vereadora.

Publicado por Vivarte às 06:55 PM

maio 13, 2006

VIII Feira Medieval em Vila Nova de Paiva

Notícias de Viseu: 

 

Escola Sec/3 de Vila Nova de Paiva promoveu 8ª Feira Medieval



Teve lugar, a 3 e 4 de Maio, a 8ª Feira Medieval da Escola Sec/3 de Vila Nova de Paiva.
O primeiro dia desta iniciativa reservou um desfile medieval e encenações de episódios do Juiz de Barrelas e dos Mistérios da Glória.


Já no dia 4 de Maio houve tempo para actuação de saltimbancos, realização de jogos de combate, lutas medievais, animação de rua, malabarismo, acrobacias e jogo do pau. Este segundo e último dia de Feira contemplou ainda um repasto medieval, cuja ementa incluía, por exemplo, caldo à castelã, porco assado, enchidos, queijos, frutos e ‘néctares da beira’.

A primeira Feira Medieval na Escola Sec/3 de Vila Nova de Paiva realizou-se no ano lectivo de 1998/99. Desde então, a iniciativa tem vindo a ganhar relevância na dinâmica da escola, sendo que a comunidade educativa adere em massa. De acordo com o Conselho Executivo daquele estabelecimento de ensino, “em cada ano a feira traz algo de novo aos visitantes”, pelo que a 8ª edição não foi excepção. Destaque para a “montagem de uma pequena liça onde decorreu uma exposição dinâmica de armas ofensivas e defensivas com demonstração interactiva e a recriação lúdica de alguns jogos de adestramento e coreografias medievais”.

Publicado por Vivarte às 09:40 PM

maio 05, 2006

Também por terras de Espanha

Frequentemente criticamos a má qualidade de muita recriação histórica feita entre os nossos vizinhos, dominada por empresários que vendem mercados "temáticos" como venderiam batatas, caramelos ou qualquer outro produto. Experimentámos concorrer à produção de uma pequena feira numa pequena localidade, Casar de Palomero, na Extremadura. Do resultado, para além dos convites para outras festas da história na região, fala o jornal El Periodico Extremadura:

 

 Hurdes-Ambroz-Zona de Granadilla

Regreso al medievo en Hurdes



Casar de Palomero congrega a miles de personas en el tercer mercado medieval y de artesanía Hoy, día grande de la feria de la Cruz Bendita, habrá juegos y música.

  • A. MIGUEL caceresextremadura.elperiodico.com (03/05/2006)
 Baile  El grupo de animación portugués Viv´Arte puso la nota de color con sus danzas.
Pie de foto Baile El grupo de animación portugués Viv´Arte puso la nota de color con sus danzas.
Foto:A. M. C.


Foto
Pie de foto Paseos En burro y a dos euros.
Foto:A. M. C.




Casar de Palomero regresó al pasado durante este fin de semana y se convirtió en la villa medieval que fue antaño, como así lo atestiguan los escritos del siglo XII, que datan del año 1.185.

Las calles y plazas del centro de la localidad fueron un ajetreo constante de visitantes que participaron en las actividades que este año organizó la compañía portuguesa de teatro Viv´Arte. "El mercado ha estado fenomenal y ha habido el doble o el triple de gente que al año pasado", según describió ayer María Pérez, de la asociación de mujeres local, las actividades que tuvieron lugar en el municipio hurdano con motivo del tercer mercado medieval y de artesanía.

El mayor número de visitantes se concentró durante la jornada del domingo. La excelente climatología y la coincidencia en el calendario con el puente festivo del Primero de Mayo hicieron el resto. Los propietarios de bares, tiendas y alojamientos hicieron el agosto en pleno mes de mayo. "Nosotras teníamos un puesto con labores que hacemos en la asociación y si hubíeramos querido, habríamos vendido casi todos los artículos, pero no estaban en venta, aunque mucha gente se interesó en comprarlos", dijo Pérez.

Programa paralelo

El grupo Viv´Arte fue el encargado este año de organizar actividades lúdicas que atrajeron a numeroso público. Los asistentes pudieron dar paseos en burro al módico precio de dos euros, además de fotografiarse con una auténtica serpiente pitón albina que atraía a algunas personas, pero espantaba a otras. "No se cabía en las calles y el pueblo estaba precioso. Este año había mucha más gente y a lo mejor habría que hacer el mercado sólo un día porque no se cogía", señaló Cecilia Arrojo, de la asociación femenina Puerto del Gamo.

Los animadores portugueses hicieron muy buenas migas con los vecinos de Casar de Palomero y la mayoría de los visitantes no se fueron sin probar dulces típicos del país vecino, adquirir artesanía en cuero o probar un té en una haima improvisada instalada en la plaza Mayor de la villa. La fusión de culturas consiguió integrar en un excelente ambiente a los artesanos hurdanos y extremeños con los representantes lusos. La feria de la Cruz Bendita continua hoy con el día grande en el que se incluyen citas religiosas, charanga, juegos infantiles y una actuación musical a las 22 horas.

Publicado por Vivarte às 10:16 PM

fevereiro 28, 2006

VivArte promove “Ceias Medievais” à quarta-feira

As Beiras: 

26-02-2006
Ana Luísa Barroso

Casino da Urca - Viv’Arte promove “Ceias Medievais” à quarta-feira


Um repasto com teatro e animação é o que promete a companhia Viv’Arte, de Oliveira do Bairro, que pretende que a iniciativa levada a Coimbra seja regular.
O convite é sugestivo: “A companhia de teatro Viv’Arte, habituada a fazê–lo em palácios, tavernas de cinco estrelas e outras privacidades, vem, pela primeira vez com regularidade, servir–vos todas as quartas–feiras, até que a fome se vos mitigue, ou a nossa fraqueza miseranda e a natural ausência de pastantes nos deixe a mendigar.
O objectivo é singular: proporcionar uma ceia com teatro e animação, recriando, da forma mais fiel possível, os repastos medievais, onde, às mesas, não se viam batatas nem arroz, mas havia muita carne e pão.
“A ideia é, através de um espectáculo de teatro e da recriação de uma hospedaria da época, oferecer uma refeição aproximada às que seriam servidas durante os jantares medievais”, explicou, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, João José Cardoso, um dos elementos da Viv’Arte, que promove já na próxima quarta–feira, no restaurante Casino da Urca, em Santa Clara, a primeira de uma série - que a companhia espera ser grande - de ceias medievais.
Com música típica e personagens características que vão aparecendo ao longo da noite, aquela companhia de teatro, sediada em Oliveira do Bairro, pretende levar a Coimbra uma iniciativa que vem praticando em eventos particulares.
À ceia, para a qual é preciso fazer inscrição prévia e cujo preço deve rondar os 25 euros, juntar–se–ão outros elementos típicos da época, como a codorniz ou o porco preto, que ali já vão chegar grelhados e acompanhados por pão.
“É a primeira vez que estamos a tentar realizar isto num restaurante e fazê–lo com regularidade”, afirmou aquele responsável da Viv’Arte, que realizou, na sexta–feira à noite, a ante–estreia da Ceia Medieval. Os interessados em participar no jantar - cuja lotação é de 50 pessoas - devem inscrever–se com antecedência pelo telefone 239 813059.

Publicado por Vivarte às 02:41 PM

fevereiro 27, 2006

Cear com sabores e ambientes medievais

Américo Sarmento, Jornal de Notícias, 27 Fev. 2006:


D. Ramiro, do alto do seu nobre poder e saber, vai dando ordens e conselhos à sua corte, mas também aos convivas desta original ceia 

direitos reservados





Todo o país está rendido ao charme dos tempos medievais. De Norte a Sul multiplicam-se as reconstituições históricas, as feiras e ceias medievais. Os tempos da Idade Média renascem em castelos, praças, palácios e casas senhoriais, com cavaleiros, donzelas, nobres e plebeus a darem corpo a estas viagens no tempo. Alguns grupos de teatro dedicam-se quase em exclusividade a este tipo de reconstituição histórica. Está neste caso o grupo de teatro da Associação Vivarte, de Oliveira do Bairro, um dos mais activos em Portugal neste tipo de recriações históricas.

De feira em feira, de castelo em castelo, os "medievais" da Vivarte decidiram agora avançar com um novo projecto, levando todas as quartas-feiras os sabores e ambientes medievais até ao Restaurante Casino da Urca, em Coimbra, situado mesmo ao lado do emblemático templo medieval de Santa Clara- a-Velha. Durante o mês de Março, os convivas podem desfrutar de uma refeição, à moda de outrora, enquanto partilham as aventuras de D. Ramiro e sua trupe, povoada de nobres cavaleiros, sedentos de sangue e vinho, de donzelas, de mouros cativos, de saltimbancos e outros pedintes.

Tudo em ambiente medieval, mas recheado de humor, quase fazendo lembrar as impagáveis aventuras da série televisiva britânica "Black Adder" (Víbora Negra), protagonizada por Rowan Atkinson (Mr. Bean). E o nobre D. Ramiro, com ares de senhor e mandador do reino, vai dando ordens e tecendo comentários aos seus súbditos, sem poupar os convivas. Estabelecer regras de comportamento à mesa medieval, como como cuspir ou arrotar, fazem parte dos seus atributos, enquanto cavaleiros de armadura e espadas disputam ruidosos combates, ou saltimbancos tentam animar a "corte".

"Cheirais mal? Vai às de Vila Diogo", aconselha D. Ramiro, o tal que matou 1.700 infiéis "só com uma faca de cortar fruta", enquanto o povo se delicia com as carnes assadas na brasa, bem regadas com vinho - afinal, como nos dizia um comparsa da nossa mesa, "um dos principais alimentos da Idade Média". O todo envolto em melodias medievais, com especial realce para a gaita de foles do escocês Malcom MacMilliam, há quatro anos radicado em Portugal e figura de proa do grupo musical que anima estas reconstituições. As rábulas sucedem-se em ritmo endiabrado, com uma particularmente feliz, com um ébrio Cardeal a celebrar um casamento entre um aprendiz e uma desleixada meretriz. Para ver, rir, comer e beber, todas as quartas-feiras, em Coimbra.

Publicado por Vivarte às 02:10 AM

setembro 19, 2005

Viagem ao passado no castelo da Foz

Jornal de Notícias:

Recriar o quotidiano de uma feira e mercado medievais com as suas personagens típicas, infra-estruturas e gastronomia é a proposta da Fábrica Escola de Oficinas da Maia e da companhia Vivarte, de Oliveira do Bairro, exemplarmente reproduzida, ontem e hoje, no Forte de S. João Baptista, na Foz do Douro. A visita, que pode ser feita entre as 14 horas e a meia-noite, custa 2,5 euros.

O acontecimento - inédito no Porto -, funciona como uma verdadeira viagem ao passado, e tem tudo doces de Magualde, pão de Santa Maria da Feira, presunto de Lamego, bordados de Viana do Castelo, artesãos de sabonete, de socas, de barro, de grinaldas, de couros, de madeiras, de estanho, de bijuteria, de flores secas, de linho. Tudo é produzido na hora - os aromas misturam-se no ar -, e devidamente acompanhado de uma explicação sobre a História de Portugal, nomeadamente sobre a rota dos povos metalúrgicos e a rota da seda, capítulos em que o país foi, quase sempre, protagonista. Não faltam sequer os reais antigos, martelados no momento, moeda obrigatória da feira, e uma cagadeira.

No espaço do castelo, ornamentado com todas as ferramentas da antiguidade, estão reunidos 60 artesãos e 50 tendas. Os intervenientes estão vestidos com os figurinos da época, que eles próprios construíram. "Cada um de nós tem vários fatos porque andamos pelas feiras do país - Óbidos, Sabrosa, Lamego, etc -, e do mundo todo", revela Maria Irene, joalheira e "grinaldeira". A passagem por Itália é a que lhe traz melhores recordações "Pegaram em mim ao colo e pediram-me para, no próximo ano, levar um "camione" de grinaldas", afirma, a rir.

O evento deveria integrar também um cortejo alegórico pela cidade. Mas "a total falta de apoio da Câmara do Porto, que implicava, pelo menos, a colaboração com a PSP para cortar o trânsito, impossibilitou a concretização da ideia", lamenta uma das artesãs.

Apesar disso, a segunda edição da Feira Medieval já está assegurada. "O Instituto de Defesa Nacional, que opera aqui no forte, e o coronel Feijó, que nos tem apoiado em tudo, querem que voltemos cá, com mais dias e mais artesãos. E com cavalos", retorna Maria Irene, uma das responsáveis pela iniciativa.

Enquanto isso não acontece, a festa faz-se ali, dentro dos muros do castelo, onde tudo converge, elegantemente, para uma retrospectiva dos momentos áureos da História.

Há um grupo de teatro e há um grupo de baile. As gaitas de foles, os bombos e as danças avisam que nada poderá deter quem, como sublinha Irene, "não trabalha por dinheiro, mas por amor a uma arte, que queremos que nunca acabe".

Publicado por Vivarte às 10:48 AM

agosto 11, 2005

Belmonte, II Feira Medieval do Artesão

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SEGUNDA EDIÇÃO DA FEIRA MEDIEVAL E DO ARTESÃO
Época medieval assaltou Belmonte
Entre produtos regionais e artesanato, os visitantes do certame puderam assistir, ao longo do passado fim-de-semana prolongado, a muita animação pelas ruas da vila

Entre produtos regionais e artesanato, os visitantes do certame puderam assistir, ao longo do passado fim-de-semana prolongado, a muita animação pelas ruas da vila

As ruas de Belmonte, a vila do distrito que ostenta o título de aldeia histórica, estão repletas de gente, desde o largo do castelo, lá no alto, até ao do pelourinho, por onde se estendem as barraquinhas com artesanato e produtos regionais e onde o grupo de animação Viv’Arte parece ter improvisado um enorme palco. Por entre as bancas com queijo da serra, enchidos, produtos como linho ou cerâmica, salgados e doces, ouve-se o som de uma gaita-de-foles e de tambores e surgem, aqui e ali, personagens da época medieval que parecem ter sobrevivido ao longo dos anos... Um bobo que faz traquinices e arranca gargalhadas aos visitantes, um homem de negro que passeia a sua águia, cavaleiros junto ao castelo, belas donzelas perdidas...

Atrás das bancas, os artesãos, que são cerca de quatro dezenas, estão todos vestidos a rigor, de vestimentas compridas, brancas, bejes ou castanhas, também alusivas à época medieval. Há bijuteria, feita à mão, fruta variada, artigos em cerâmica e barro, entre muitos outros produtos, que constituem uma autêntica mostra do que se vai fazendo pelo concelho belmontense. São centenas os visitantes nesta segunda edição da Feira Medieval do Artesão, organizada pela empresa municipal de turismo em parceria com a Câmara Municipal, onde se pretende, segundo o presidente da empresa, Germano Fernandes, "três dias dedicados ao passado e a actividades artesanais". E o passado promete estar bem presente, em vários pormenores, desde os copos em barro que os visitantes usam para consumir bebidas, pendurados ao pescoço, através de um cordel que liga os lados do recipiente, à música das gaitas-de-foles e tambores, aos utensílios utilizados para petiscar na Taverna d’El Rey, um espaço com mesas e bancos onde se pode apreciar o melhor da gastronomia regional, até às dezenas de figurantes, do Viv’Arte, que garantem animação permanente.

Duas das grandes novidades da feira estão em estender-se por mais um dia, aproveitando o feriado, e na disposição das bancas. O ano passado concentraram-se todas no largo do castelo, mas desta vez a organização optou por aproveitar o espaço até ao pelourinho. Outra está nos espectáculos de animação. Na edição anterior houve um auto de fé e um assalto ao castelo, que estão de volta este ano, mas com versões diferentes e nesta há mais um, o torneio medieval.

"Isto é uma autêntica lição de história para os mais pequenos e muito interessante para os mais crescidos", afirma uma das visitantes do certame, Carla Fonseca, da Guarda, que trouxe este sábado à noite os seus dois rapazes, de sete e dez anos, até Belmonte. "Já vai começar. Vamos ver os cavalos", afirma o mais velho, ao puxar a mãe em direcção ao castelo. É que está prestes a iniciar-se o primeiro espectáculo de animação da feira: o torneio medieval, que vai envolver dois cavalos e vários supostos cavaleiros num confronto de armas.

Público agradado com a estreia do torneio medieval

No largo do castelo, perto da igreja de S. Tiago, o grupo Viv’Arte improvisou uma liça, espaço onde na época medieval aconteciam os torneios, que delimitou através de cordas e de escudos. É aqui que vai ter lugar o espectáculo, que, explica Olivier, do Viv’Arte consiste num "torneio entre dois grupos, ou, como se dizia na altura, entre duas casas". Olivier prepara o cavalo que vai montar, enquanto que, nas quatro tendas ali montadas, também de aspecto medieval, há um enorme corropio, um vai e vem de figurantes que se preparam para o espectáculo. Junto das tendas, há dois mochos e duas águias, que vão atraindo as atenções.

E eis que, um a um, entram em cena os vários cavaleiros que se vão defrontar. Uns são designados de amarelos e os outros de negro, vestidos com as cores que os identificam. Vão largando berros de provocação, empunhando espadas, de vários tamanhos. Uns fanfarrões, outros aparentemente muito maus, alguns convencidos e outros visivelmente fracos... E vão lutando, em confrontos de um para um. Parece valer tudo: espadas grandes, pequenas, lanças, ratos verdadeiros para assustar o adversário e até mesmo atirar areia aos olhos... Há espadas que chegam a voar e cavaleiros com quedas no mínimo espectaculares. Lá no meio, aparece constantemente o bobo para atrapalhar. Esta é a personagem que mais gargalhadas provoca entre o público, pelo menos entre os mais pequenos. "Olha o palhaço", vai repetindo uma criança da assistência, a cada nova entrada do bobo. "Palhaço és tu", responde-lhe a certa altura o próprio bobo, enquanto um dos cavaleiros, de espada em punho, o expulsa da liça entre pontapés... Voltam a estalar risos entre a assistência.

No final de cada confronto, o grupo vitorioso festeja, entre berros estridentes, enquanto o que perde insiste em arrancar "uuuhhhs" da assistência. A dada altura, entram os cavalos. Olivier doma o seu com com perícia. Dá voltas e voltas à liça, faz o cavalo deitar-se completamente a uma ordem sua e depois faz com que levante as patas dianteiras. O público gosta e aplaude. Vai ter um adversário, pertencente ao grupo dos amarelos. Os outros figurantes saem de cena. Parece que é este confronto que vai resolver tudo.

Primeiro com lanças compridas e depois com espadas, os cavaleiros tentam derrubar-se um ao outro. O de preto, num gesto rápido, consegue fazer cair do cavalo o cavaleiro amarelo, que, mesmo no chão, não desiste. Ergue a espada, dirige-se para o adversário e atinge, supostamente, o cavalo, que, a uma ordem de Olivier, se aninha no chão.

Representam de tal maneira, que arrancam "ahs" de espanto às centenas de pessoas que ali se concentram para assistirem ao espectáculo de animação.

Já os dois sem cavalo, defrontam-se com espadas. A força com que batem as armas é tanta que as espadas fazem mesmo faísca. "Até faz faísca, mãe", observa um miúdo, sempre atento e muito admirado. "Antigamente, os homens faziam torneios para defenderem a sua honra, as suas famílias, as terras, as mulheres...", explica-lhe a mãe. Acaba por ganhar o cavaleiro do grupo dos amarelos...

Sandra Invêncio
Gazeta do Interior

Publicado por Vivarte às 04:42 PM

julho 19, 2005

Óbidos mergulhada no tempo medieval

Data: 19 de Julho de 2005
Fonte: Jornal Notícias
Autor: Alexandra Serôdio

RECRIAÇÃO HISTÓRICA

Óbidos mergulhada no tempo medieval

Alexandra Serôdio

Caminhando pelas ruas estreitas e empedradas, sentindo o cheiro de especiarias, não é difícil perceber a história de reis e rainhas que se esconde nas altas muralhas do Castelo de Óbidos. E nem é preciso fechar os olhos para imaginar épocas longínquas, em que o hábito fazia o monge - e a roupa ditava a separação de classes.

Até ao próximo domingo, o imaginário ganha forma na vila. O Mercado Medieval, já na sua quarta edição, anima a cerca do Castelo, onde tudo foi preparado ao pormenor. As bandeiras estão lá, as tochas, as tendas dos guerreiros, as barraquinhas de comida, a arena da luta feita com espadas - e até a forca. Os vendedores, tocadores, taberneiros e populares vestem-se a rigor e recriam imagens de um quotidiano vivido em pleno século XII.

Por ali compram-se peças em barro, madeira ou ferro. O mesmo material utilizado para as taças de vinho e de comida. E que até domingo está proibido o plástico, a porcelana ou outro tipo de material. Os alimentos são assados em carvão e há carne e pão.

Em Óbidos, o mergulho na história fazse diariamente. Um tema para cada dia com animação diferente. Desde o primeiro (na última quinta-feira) até ao último dia de festa haverá um fio condutor temático, como se de uma história se tratasse.

Depois da chegada dos artífices e das bruxas, o fim-de-semana viu o " assalto ao castelo ", recriação histórica que leva a Óbidos milhares de pessoas. "É das noites mais procuradas. O ano passado venderam-se seis mil bilhetes só nessa noite", revela João Cardoso. Segundo este produtor da Viv'Arte, associação cultural que há quatros anos realiza o Mercado, "a ideia é usar factos históricos e lendas locais" para as recriações, salientando que "Óbidos é a única localidade do país onde uma iniciativa assim dura 11 dias".

"O mercado medieval foi a nossa primeira grande produção. Por isso temos uma relação muitos especial com Óbidos", frisa João Cardoso, revelando que o grupo "faz" ainda recriações de invasões francesas e da Idade do Ferro, apesar da sua especialidade serem as feiras medievais.

Com um orçamento que ronda os 12O mil euros, a iniciativa "tem tido um crescimento formidável", assegura o presidente da Câmara, Telmo Faria.

Um espaço dedicado à bruxaria e outro às plantas aromáticas são as novidades deste ano do mercado medieval, que conta com a participação activa dos habitantes, que se vestem a rigor, o mesmo acontecendo com todo o executivo camarário, que traja, igualmente, a preceito.

Publicado por Vivarte às 12:00 AM

julho 02, 2005

Foral traz festa a Porto de Mós

É o título de um artigo da RegiãoLeiria.pt.
São seis meses de festa em torno do foral. Foi há 700 anos. D. Dinis, Rei de Portugal, concedeu o Foral a Porto de Mós. Corria o ano de 1343, da era de César, a que vigorava no tempo de D. Dinis. Corresponde-lhe o ano 1305 da nossa era, a era cristã. Foi a 24 de Julho que Porto de Mós ganhou o foral. Sete séculos depois, o dia será de festa, antecedido de meses fartos em iniciativas culturais.

Publicado por Vivarte às 07:26 PM